All the crazy ladies

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“Alucinadamente feliz” da Jenny Lawson é um livro díficil de classificar: não é exatamente uma autobiografia, definitivamente não é um romance e também não é auto-ajuda. Então será que é comédia? Talvez. Jenny Lawson é uma blogueira americana (“The Bloggess”) e esse é seu segundo livro, no qual ela trata principalmente de temas como depressão e como criar os filhos com muito humor.

O nome do livro é uma hashtag que ficou muito famosa depois que Lawson a lançou. Ela conta logo no comecinho do livro (não é spoiler! Tá talvez seja um pouquinho spoiler) que criou essa expressão após a morte de um amigo, quando decidiu que mesmo com todos os problemas que existem ela escolheria ser “alucinamente feliz” (na expressão em inglês, furiously happy o quê traduz precisamente para furiosamente feliz) mesmo assim, ou como ela diz, só para contrariar. E o livro como todo então fala desses temas do jeito desbocado e irreverente da autora, que é assumidamente doida varrida.

As minhas duas coisas preferidas do livro foram a capa (tá, eu comprei o livro pela capa, mas gente, é um guaxinim empalhado!) e o fato de me fazer ver que quaisquer que sejam os meus problemas sempre vai ter alguém nesse mundão que tem os mesmos que eu, que eles (eu) não são tão especiais assim. Afinal de contas, se existem pessoas por aí que combatem as mesmas questões da Jenny, que são bem mais complicadas do que as minhas, então deve ter pessoas por aí que lidam com as mesmas questões que eu (bem mais elementares e todo dia). Então o livro tem esse mérito, de fazer o leitor ver a vida com uma perspectiva mais abrangente e que todo mundo tem problemas e defeitos, mas que tudo bem. Vocês já ouviram a máxima “de perto ninguém é normal”? Acho que se encaixa como uma luva aqui, mas no caso de Lawson deve dar para perceber a distância que ela não é exatamente “normal”, afinal, quantas pessoas que você conhece iriam passear na Austrália vestidos de canguru?

Talvez não seja uma associação muito bacana, mas quando estava lendo um dos capítulos do livro em que o marido de Jenny a entrevista, me lembrei muito da Sharon Stone em “Instinto Selvagem”. Fiquei pensando no pobre Victor (marido de Lawson) que as vezes acorda de madrugada e encontra a mulher tentando fazer seu gato montar um guaxinim empalhado ou algo do gênero, e por algum motivo veio na minha cabeça a imagem de Stone sentada na cadeira e pensei que a receita que tem a ver com essas mulheres meio doidas, mas fascinantes é uma que eu não fazia há anos: blondies. Blondies são primos dos brownies, tem as mesmas características mas ao invés do chocolate, os blondies ficam com um gosto mais caramelado, já que não levam cacau na massa. Ficam uma delícia com sorvete e são tão deliciosos que é impossível comer só um.

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Crazy Blondies (adaptado do blog Smitten Kitchen)

Ingredientes:

  • 115g de manteiga
  • 240g ou 1 xícara de açúcar mascavo
  • 1 ovo grande ou dois ovos pequenos
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 1 pitada de sal
  • 125g ou 1/2 xícara de farinha de trigo
  • opcional: nozes e/ou chocolate picado

Modo de Preparo:

  1. Unte uma assadeira de 20 x 20cm e pré-aqueça o forno a 180 graus.
  2. Derreta a manteiga e então misture com o açúcar. Tem que ser açúcar mascavo, senão o sabor não fica com o toque caramelado que caracteriza os blondies. Misture até ficar homogêneo.
  3. Adicione o ovo e a baunilha e misture até integra-los à massa.
  4. Por último adicione o sal e a farinha e, se for colocar, as nozes ou chocolate. Misture até que homogêneo.
  5. Despeje na assadeira e asse de 20 à 25 minutos, dependendo da potência do forno. Sirva ainda quentinho!

 

 

 

 

Do fundo do baú

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Queridos amigos internéticos, eu andei meio sumida porque estava num momento pessoal complicado (me sentindo dentro de um episódio de Grey’s Anatomy :p) e não estava dando conta de escrever. Para dizer a verdade, inspiração não aparecia nem na cozinha nem no teclado. Mas agora estou, graças a Deus, quase de volta à programação normal e bola para frente! (Rá, quantos clichês eu consegui colocar nessa frase, hein? É que eu tô correndo atrás da inspiração ainda, perdoem!).

Tem uns livros que caem como uma luva em certos momentos, né? Foi assim comigo e “Nu, de Botas” do Antonio Prata. Estava eu lá meio jururu, passando por uma situação familiar dessas que parecem um harumaki de stress enrolado em nervosismo com recheio de peloamordedeus, quando lindo e despretensioso esse livro chegou na minha casa e me ajudou a respirar mais leve.

Crônicas parecem fáceis de escrever, mas são daqueles textos capciosos, onde você tem que ter a mão na medida certa, e, vou te contar, que esse tal de Prata tem, e tem para dar e vender. Não teve um só capítulo desse livro que não fosse cheio de humor e inteligência. Eu, sentada no banco do hospital rindo parecia impossível mas foi exatamente o que aconteceu (inserir aqui a cara incrédula do meu tio), porque quem ler essas páginas e não se lembrar da sua infância é de outro planeta. É sempre bom ser criança de novo um pouquinho, especialmente em alguns momentos.

Cada texto de Prata aborda um episódio de sua infância: como eram as viagens de carro para a casa dos avós, as competições por popularidade de pré-escolar, aquela inabilidade total de lidar com o primeiro “crush” correspondido, a completa falta de tato que só existe quando você ainda não tem nenhuma maldade e muito mais. Dou um prêmio para quem ler “Mau menino” com cara séria até o final (ó, só pra deixar claro, o prêmio é figurativo, tá? E para falar a verdade nem sei seria um prêmio muito positivo…). Enfim, Nu, de Botas é um desses livros que eu vou levar comigo e que vou ser a chata falando: “você já leu esse? Você tem que ler!” para pessoas que não me conhecem na rua. Ou na internet. Rá.

Enfim, acho que já rasguei seda o suficiente. É claro que a receita do Nu, de Botas tinha que ter aquele quê de nostalgia, né? Eu, conversando com meu marido sobre o livro, contei para ele alguns episódios da minha infância, inclusive como quando eu era pequena eu chegava da escola, jogava minha mochila (linda, amarelo e laranja neon com um relógio enorme na frente -o auge da moda!) em cima do banco da cozinha e prontamente me sentava na bancada e tagarelava sem parar enquanto a Cidoca preparava o almoço. Eu AMAVA quando tinha pastel! Primeiro porque pastel é uma delícia, e segundo porque eu adorava que a Cida deixava eu fechar alguns deles com a pontinha do garfo, e eu achava aquilo o máximo dos máximos. Então vocês já sabem, a receita de hoje tem esse gostinho de memória. E quem nunca apertou massa de pastel com a pontinha do garfo vai descobrir os simples prazeres da vida (porque eu, até hoje, acho maravilhoso)! rsrs

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Pastel de Banana da Cidoca (faz de 4 a 5 pastéis)

Ingredientes:

  • 2 bananas nanicas
  • 150g de mussarela
  • 1/2 colher de sopa de açucar mascavo
  • 1/2 colher de chá de canela em pó
  • 8 folhas de massa para pastel (usamos a da Massa Leve)
  • óleo para fritar

Modo de Preparo:

  1. Corte as banana em rodelas e as fatias de queijo na metade e faça rolinhos de queijo com banana que caibam no meio da massa do pastel sem encostar nas bordas.
  2. Em uma tigela, misture o açúcar e a canela. Não precisa ser muito, é só para polvilhar por cima depois e dar aquele gostinho de sobremesa.
  3. Divida os recheio nas massas de pastel e feche com um garfo (é agora! rsrs).
  4. Frite em oleo quente e escorra em papel sobre papel toalha.
  5. Polvilhe com a mistura de açúcar e canela e sirva quentinho.

Nu, de Botas”

Autor: Antonio Prata

Editora: Companhia das Letras

140 páginas

Opostos

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Resolvi ler “Golem e o gênio”, da Helene Wecker, por causa de uma recomendação no Goodreads (vocês participam? Me procurem por lá ;)) e fui surpreendida por uma história bem diferente do que eu estava esperando, a qual, admito, era bem mais clichê :p

O livro conta a história de Chava, uma golem -figura mítica hebraíca feita de barro para servir proteger um mestre, e Ahmad, um gênio do folclore árabe.Por coincidências do destino, Chava e Ahmad acabam indo parar em Nova York. O legal do livro é que ele contrasta esses dois seres fictícios de maneira esperta: uma é feita de barro, o outro de fogo, um é recém-criado pelo homem, o outro é milenar e um ser natural, a golem tem o instinto de servir, o gênio de usufruir. Esses opostos que, na teoria, os afastaria, são justamente o quê os aproxima. A solidão inevitável de ser diferente, de ser outro, é diminuída com a presença de alguém tão solitário quanto você.

Eu nunca tinha pensado muito em golens (golems?), e o pouco que tinha refletido sobre gênios vinha de “Jeanie, é um gênio”, mas me diverti bastante com o livro. A escrita de Wecker é bem fluída e, apesar de um ou outro momento em que achei o desenvolvimento meio arrastado, o livro prende o leitor. Eu me peguei imaginando como deve ser acordar para o mundo de um dia para o outro, como Chava, e também como o tempo pode parecer irrelevante quando se vive muitos anos, como Ahmad. Esses seres inumanos não compartilham das nossas necessidades de comida e sono, então eles vivem de forma ininterrupta. Imaginei uma vida sem cansaço, mas também sem muitos prazeres, onde tudo parece pequeno. Mas o que nunca muda é a necessidade de produzir algo, de trabalhar e sentir-se produtivo.

Na história, Chava trabalha em uma padaria. Sua energia inabalável a tornam uma máquina na cozinha! Meu sonho mais dourado 🙂 rsrs . Repetidas vezes ouvimos falar dos seus bolinhos de amêndoa, mas gente, procurei horrores uma receita e não achei. Maaas, achei no Moldando Afeto, essa receita aqui de amêndoas que parece MARA, mas ainda não tive tempo de testar. Então lá vai! Se alguém quiser testar antes e me falar, fico agradecida.

Bolo de Amêndoas para Chava (do site Moldando Afeto)

Ingredientes:

  • Para a massa:
  • 3 ovos
  • 150 g de açúcar cristal
  • 150 g de farinha de trigo
  • 125 g de farinha de amêndoas
  • 75 g de manteiga sem sal derretida
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • raspas da casca de 1 limão + 2 colheres de sopa do suco
  • amêndoas em palitos

 

  • Para a calda:
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 2 colheres (sopa) de mel

Modo de Preparo:

  1. Pré-aqueça o forno a 180°C.
  2. Unte com manteiga uma forma redonda (uso uma de 20 cm), forre o fundo com um círculo de papel manteiga e unte-o também. Enfarinhe.
  3. Coloque os ovos, o açúcar e o extrato de baunilha na batedeira e bata cerca de 10 minutos ou até que a mistura fique bem volumosa, uma espuma clara e espessa.
  4. Incorpore com cuidado a farinha de trigo, o fermento, o sal, a farinha de amêndoas, a manteiga e as raspas e suco de limão, misturando de baixo para cima com uma espátula de silicone. Despeje a massa na forma preparada e alise a superfície. Espalhe as amêndoas em palitos sobre a massa.
  5. Asse o bolo por cerca de 35 minutos ou até que ele cresça e doure, fazendo o teste do palito.
  6. Faça a calda: Derreta a manteiga com o mel numa panelinha. Assim que estiver tudo misturado e derretido, está pronto. Retire o bolo do forno, deixe amornar uns 15 minutos. Desenforme, e ainda morno, pincele a calda sobre ele.

Hoje tem caramelo? Tem sim, senhor!

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Levei alguns livros comigo para viajar, dentre eles estava “O circo mecânico Tresaulti”, da Genevieve Valentine, pela editora Darkside. Confesso que esse livro eu comprei pela edição primorosa: capa dura linda e ilustrações caprichadas, num design de encher os olhos. Logo, comecei a leitura sem muitas expectativas, o que tornou o livro uma boa surpresa.

A história se passa em um mundo pós-apocalíptico, onde o conhecimento tecnológico foi devastado pela guerra. Nesse cenário desolado, um circo, repleto de pessoas mecânicas, tenta levar esperança para as cidades por onde passam. O circo é comandado por Boss, uma mulher de personalidade forte, e assombrado pelas vidas anteriores dos que viveram e ainda vivem na atração (quando eu digo assombrado, não digo literalmente, mas sim metaforicamente, ok?). O circo e Boss são tanto um trabalho como um refúgio, e as pessoas que ali estão sabem disso sem que nada precise ser dito a respeito. A história é contada de maneira fragmentada, alternando narradores com frequência e sem muita explicação, o quê gera uma certa estranheza no começo. Depois, Little George, o assistente de Boss e um dos poucos que não são mecanicamente alterados, se torna a voz principal, o que facilita o desenrolar da trama.

A autora usa os personagens do livro para questionar em nós justamente aquilo que, teoricamente, falta neles: nossa humanidade. O quê nos torna humanos? Quando abrimos mão da nossa humanidade (por ganância, medo, ambição), no que nos transformamos? Ser humano não é simplesmente possuir um corpo mamífero e polegares opositores, mas sim a habilidade de viver em comunidade, sonhar e compartilhar. Sozinho, o homem não evolui. Sozinhos, sem arte, amor, compaixão, somos infelizes. Enfim, foi nisso que esse livro me fez pensar. Nisso e nas noites que eu ia ao circo quando era criança. Confesso que não gosto muito de palhaços, mas adoro algodão doce, pipoca e maçã do amor. Foi inspirada nessa última nossa receita de hoje: crumble de maçã com calda de caramelo.

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Crumble a la Tresaulti (serve 6 pessoas)

Ingredientes:

Para o crumble:

  • 1 1/2 xícara de aveia em flocos finos
  • 100g de manteiga
  • 1 colher de sopa de farinha de trigo
  • 2 colheres de sopa de açúcar mascavo
  • 1/2 xícara de uvas-passas
  • 2 colheres de sopa de nozes picadas
  • 4 maçãs fuji ou maçãs verdes
  • caldo de 1 limão
  • 1 colher de sopa de manteiga para untar

Para a calda:

  • 1 xícara de chá de açúcar
  • 1/2 xícara de chá de água
  • 200 g de creme de leite

Modo de Preparo:

  1. Preaqueça o forno a 180°C (temperatura média).
  2.  Numa panelinha ou no microondas, derreta a manteiga.
  3. Numa tigela, misture a aveia, a farinha de trigo, o açúcar mascavo, as uvas- passas e as nozes. Junte a manteiga derretida e misture com as mãos até formar uma farofa. Reserve.
  4. Descasque e retire as sementes das maçãs, dividindo em duas metades no sentido do comprimento. Corte as metades em fatias, formando meias-luas. Conforme for cortando as maçãs, transfira para um prato fundo com o caldo do limão e molhe os dois lados de cada fatia(isso evitará que oxidem e escureçam).
  5. Unte uma fôrma refratária com manteiga e vá sobrepondo as fatias, todas no mesmo sentido, de modo a formar uma escama. Espalhe a farofa sobre as maçãs e aperte delicadamente. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno por 10 minutos.
  6. Enquanto isso, numa panela, junte o açúcar com a água e misture com o dedo indicador, até dissolver. Cuide para o açúcar não grudar nas laterais da panela.
  7. Leve ao fogo médio e deixe cozinhar, sem mexer, por cerca de 10 minutos, até que fique com uma coloração âmbar.
  8. Desligue o fogo e, com cuidado para não se queimar, junte o creme de leite. Mexa vigorosamente com um batedor de arame.
  9. Retire o papel-alumínio e deixe assar por mais 5 minutos ou até que a crosta de aveia esteja dourada.
  10. Despeje cuidadosamente o caramelo sobre o crumble e sirva em seguida. Fica uma delícia com sorvete de creme 😉

Cheirinho de romance

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Em homenagem ao Dia dos Namorados que acabou de passar, hoje o post é sobre um livro bem romântico, “The little Paris bookshop” da Nina George. Infelizmente, o livro ainda não foi lançado em português, mas o e-book em inglês está aqui na Amazon.

O livro conta a história de Jean Perdu (traduzido literalmente, João Perdido), o que é emblemático do personagem que perdeu a mulher de sua vida, Manon, e desde então se fechou para o mundo. Em contraste com seu fechamento pessoal, Perdu trabalha como um Apotecário Literário em sua livraria flutuante nas margens do rio Sena: ali os leitores recebem indicações dos livros que vão ajudá-los naquele momento, como se fossem remédios (eu ADOREI essa idéia). Jean Perdu é ótimo em ler as necessidades dos outros, mas não consegue fazer o mesmo consigo próprio. Até que o destino o obriga, ao levar para a sua porta Catherine e para sua livraria Max. Não quero falar mais da sinopse para não estragar, tá? Sem spoilers aqui 😉

Esse livro é um livro romântico diferente: primeiro porque os protagonistas não são jovens em busca do amor ideal, mas sim adultos maduros procurando um relacionamento verdadeiro. Segundo porque o livro mostra como o amor pode ter várias formas e como é precioso demais para deixarmos passar sem tentar o máximo fazer dar certo. Além disso, os personagens são interessantes e a escrita é sensível. Um livro bem gostoso para ler e lembrar de aproveitarmos o amor todos os dias (e não só no dia dos Namorados!).

No final do livro tem uma seção com várias receitas que um dos personagens prepara na narrativa e fiquei realmente doida para provar o sorvete de lavanda, mas ainda não pude experimentar. Então, desafio: alguém aí se habilita a fazer e me contar no que dá? Instruções abaixo.

Sorvete de Lavanda (serve 4 pessoas)

Ingredientes:

  • 1 a 2 colheres de chá de lavanda seca ou 2 a 4 colheres de chá de flores de lavanda, mais algumas flores para decorar
  • 200g de açúcar
  • 120ml de leite fresco
  • 8 gemas
  • 225ml de creme de leite (ou iogurte se você preferir mais light)
  • 1 punhado de blueberries (opcional)

Modo de Preparo:

  1. Em uma recipiente pequeno, misture a lavanda com o açúcar, e passe por uma peneira até você obter um pó fininho. Dissolva o pó de lavanda no leite até que os cristais não sejam aparentes (talvez seja preciso esquentar a mistura um pouco, mas NÃO deixe ferver).
  2. Em uma tigela separada, bata as gemas com o creme de leite (ou iogurte) e misture até homogêneo. Adicione o leite de lavanda à mistura de gemas e misture bem.
  3. Se for usar as blueberries, bata-as até transformá-las em um purê e então adicione à mistura de lavanda.
  4. Se você não tiver uma sorveteira, leve o creme batido ao recipiente da batedeira, bata rapidamente em velocidade baixa e leve ao freezer. Deixe por cerca de uma hora, tire e bata mais um pouco. Repita esse procedimento até que o sorvete fique na consistência desejada.

Um doce de livro

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“Para todos os garotos que já amei”, da Jenny Han, é um doce de livro. É tão romântico, tão cheio daquela ingenuidade adolescente que as vezes dá até uma certa nostalgia (até você lembrar que ser adolescente era um sofrimento só, com provas de física, espinhas gigantes e hormônios que deixavam você meio enlouquecida).

Lara Jean, a protagonista de Han, é uma menina doce e tímida, vive em um mundo insular com suas irmãs, Margot e Kitty, e seu pai; uma vida tranquila, sem grandes surpresas, e repleta de romances de fantasia. Até que um dia ela é forçada para fora de sua bolha segura, quando todos os meninos de quem ela gostara, e um do qual ainda gosta, recebem cartas que declaram seu amor por eles. Cartas secretas que misteriosamente chegam aos destinatários que nunca deveriam vê-las. É uma premissa meio mamão com açúcar, meio sessão da tarde, mas Lara Jean é uma personagem tão fofa, que você vai deixar para lá essas picuinhas e acompanhar enquanto ela saí da sua concha para descobrir (e o amor) o mundo lá fora, com a ajuda de um dos seus amores, o garoto mais popular da escola, Peter Kavinsky.

O que eu adorei nesse livro foi a habilidade de Han em criar um mundo para Lara Jean. Todo tempo que eu estava lendo, imaginava cada pedaço da sua vida, das suas meias aos pijamas, passando pelos cadernos e tranças elaboradas. Lara Jean é um doce, Peter Kavinsky é lindo e Kitty vai fazer você rir. E vai deixar você morrendo de vontade de comer um doce delicioso (ou pelo menos foi o que aconteceu comigo). Por isso pensei em uma receita bem doce, que vai deixar você suspirando, igual o Peter K. faz com as mocinhas. Brownies é claro!

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Brownies para Lara Jean Song

Ingredientes:

  • 340g de açúcar mascavo
  • 3 ovos
  • 300g de chocolate meio amargo picado
  • 1 barra de manteiga sem sal
  • 145g de farinha de trigo
  • 30g de cacau em pó (esse ingrediente é importante para fazer essa casquinha brilhante deliciosa 🙂 )
  • 1/2 xícara de nozes picadas rusticamente
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 1/2 colher de chá de fermento
  • 1 colher de chá de flor de sal ou 1/2 de sal

Modo de Preparo:

  1. Pique o chocolate bem grosseiramente e derreta no microondas com a manteiga por 1 minuto. Depois, mexa até se transformar em um líquido homogêneo e brilhante.
  2. Bata os ovos com o açúcar e adicione à mistura de chocolate.
  3. Acrescente e misture rapidamente a farinha, o cacau e o fermento.
  4. Por último coloque a baunilha e o sal e mexa delicadamente.
  5. Ponha a massa em uma fôrma untada e asse em forno pré-aquecido a 220 graus por 30 a 40 minutos.

1 ano de Cozinha Literária!

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Hoje o Cozinha Literária faz um ano! Gente, eu estou superfeliz com todo o retorno que o blog vem tendo; é muito bacana ver que as pessoas lêem e ficam animadas com os livros e as receitas 🙂 Como blogueira iniciante eu não tenho muita prática nas coisas internetsistícas, então para mim é tudo novo (as vezes um pouco difícil, as vezes divertido) e tenho aprendido muito com o blog e com as pessoas que ele trouxe. Então fica aqui o meu muito muito obrigada para cada um de vocês que lê, que comenta e experimenta, enfim para quem faz parte dessa pequena história que comecei por aqui.

Como não podia deixar de ser, eu vou postar aqui uma receita e um livro, mas dessa vez o quê conecta eles sou eu! (ô humildade! rsrs) Quero postar hoje um dos meus livros preferidos e também meu bolo de aniversário favorito. Hoje pode, né?

O livro de hoje é nada menos do que um clássico brasileiro, Capitães da Areia do Jorge Amado. Esse livro, gente, esse livro é tão emocionante, é uma pedrada no coração. Quem conseguir ler e dizer que não ficou com o coração apertado ganha um doce (mas é impossível a não ser que você seja um robô). A história de Pedro Bala, Dora e o Professor é um clássico por um motivo simples: foi escrito em 1937 mas continua sendo atual até hoje.

Nesse livro, Jorge Amado faz um milagre: ele começa o livro com o protagonista cometendo um ato horrível, que normalmente o leitor não perdoaria de jeito nenhum. Mas conforme a narrativa vai evoluindo, você entende melhor quem são esses personagens e o que faz com que cada um deles lute pelo dia seguinte. Eu me apaixonei pelos meninos perdidos que se chamam de Capitães da Areia, e até hoje, muitos anos depois, ainda penso nesse livro como um marco, pois me fez questionar muita coisa que antes eu não havia parado para pensar.

Eeee, a receita de hoje é o bolo delícia de cenoura com calda de chocolate! Eu amo, amo, amo essa combinação. Então segue aí!

Bolo de cenoura com calda de chocolate

Ingredientes:

Para o bolo:

  • 3 cenouras
  • 4 ovos
  • 1 xícara de óleo de canola, milho ou girassol
  • 1 1/2 xícara de açúcar
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar

Preparo:

  1. Preaqueça o forno a 180ºC. Unte uma fôrma redonda de 23 cm de diâmetro com manteiga. Polvilhe com farinha de trigo.
  2. Coloque a farinha, o sal e o fermento em uma tigela, passando pela peneira. Misture delicadamente e reserve.
  3. Lave e descasque as cenouras. Descarte a extremidade superior e corte as cenouras em rodelas.
  4. Quebre os ovos um a um, em uma tigela e coloque no copo do liquidificador. Junte as cenouras, o óleo e o açúcar e bata até formar uma mistura homogênea.
  5. Junte a mistura do liquidificador à tigela com a farinha, o fermento e o sal. Com um batedor de arame, misture delicadamente até ficar liso e homogêneo.
  6. Transfira a massa para a assadeira e leve ao forno preaquecido por cerca de 50 minutos. Para saber se o bolo está bom, espete um palito na massa: se sair limpo é sinal de que o bolo está assado e pode ser retirado do forno. Caso contrário, deixe por mais alguns minutos até que asse completamente. Deixe esfriar por 15 minutos antes de desenformar.

Para a calda:

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de chocolate em pó
  • 1/3 de xícara de açúcar
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1/3 de xícara de água

Preparo:

  1. Numa panela pequena junte o chocolate, o açúcar, a manteiga e a água. Leve ao fogo médio mexendo sempre com um batedor de arame.
  2. Quando começar a ferver, cozinhe por cerca de 4 minutos, sem parar de mexer. Assim que a calda começar a desgrudar do fundo da panela é sinal de que está pronta.
  3. Regue a calda quente sobre o bolo já frio e desenformado e deixe esfriar. Sirva a seguir.