Com a galera

fim_01web

Nem todo livro a gente começa adorando, e comigo e “Fim”, da Fernanda Torres, foi assim, um começo ressabiado, mas ao longo da história fui me convencendo, até que, ironicamente, o fim foi que fez curtir o livro.

O livro conta a história de cinco amigos cariocas da gema, Álvaro, Silvio, Ribeiro, Neto e Ciro, mas não se mantém a só eles, pois toca também a vida das mulheres que fizeram parte da vida dele -suas mulheres, namoradas, amantes. Cada capítulo é narrado por um personagem (com ocasionais inserções do narrador em terceira pessoa), e as vozes de cada um é muito bem desenvolvida pela autora, tanto que o primeiro capítulo narrado pelo ranzinza Álvaro foi justamente o começo meio árido para mim.

As histórias dos amigos se entrelaçam ao longo do livro e vão construindo um caleidoscópio interessante da vida dos cinco, e o bacana do livro é justamente essa variação esperta da autora na perspectiva que cada personagem tem dos acontecimentos. O que, para mim, é a riqueza do livro é capacidade de Torres de tornar os eventos corriqueiros complexos, nos dando cinco versões daquele mesmo evento; assim uma festa com os amigos é onde um encontra o amor, o outro perde a chance com a mulher dos seus sonhos e outro deixa de lado as inibições. Os personagens são bem construídos e verídicos, fogem bem do clichê do malandro carioca, e trazem insights do ego masculino surpreendentes para uma mulher (eu nunca teria sido capaz!).

Ao ler “Fim” pensei que o seu par ideal seria um tradicional pacote de biscoito “Globo”, já que a praia tem destaque na narrativa. Mas como não faço ideia de como fazer um biscoito desse (gente, alguém sabe?!) então quis fazer um biscoitinho salgado (igual a água do mar) e rapidinho, ideal para servir quando os amigos vierem visitar. Então, voilá, Grissinis de Parmesão.

praia-web

Grissini para os amigos 

Ingredientes:

  • um pacote de massa folhada
  • 50g de queijo parmesão ralado fino
  • 1 gema
  • ervas finas
  • sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo:

  1. Pré-aqueça o forno a 200 graus.
  2. Abra a massa folhada com o rolo, até que a massa fique da metade da espessura inicial.
  3. Corte a massa em tiras finas de mais ou menos 1,5cm.
  4. Pincele a massa por inteiro com a gema.
  5. Jogue por cima da massa as ervas finas, o sal e a pimenta, e parte do parmesão ralado.
  6. Torça a massa com cuidado para deixar o lado pincelado de gema para fora.
  7. Coloque os grissinis em uma assadeira forrada com papel para cozinhar e asse durante 15 minutos ou até dourar (é importante ficar de olho para não queimar!).

 

À primeira vista

guacamole-web

De vez em quando eu quero ler uma coisa fácil, para rir e ficar bem light. Da última vez que isso aconteceu, li “Desde o primeiro instante” da Mhairi MacFarlane. Esse livro, escrito para mulheres, é perfeito para aquele final de semana na praia, onde pensar pouco e rir muito são os objetivos.

O livro conta a história de Rachel, uma mulher na casa dos trinta que está prestes a se casar com o namorado que tem desde os tempos do colégio, mas se dá conta que não está apaixonada pelo noivo e então termina tudo. Em seguida, Rachel reencontra seu melhor amigo da faculdade, Ben, que é lindo, engraçado, legal e… casado. A história alterna entre passado e presente, entre os diferentes momentos do relacionamento dos dois.

O que eu gostei foi do jeito leve da escrita de MacFarlane: as situações, embora as vezes clichê, são engraçadas e o relacionamento de Rachel com os melhores amigos é um ponto alto. O livro me relembrou a época da faculdade, de festas, cervejas e risadas. Ficar acordado até tarde e não ter que trabalhar no dia seguinte, reclamar de provas e encontrar o primeiro amor. Quem não tem saudade desses momentos?

No livro, uma cena importante se passa em um restaurante mexicano e por isso pensei que o par perfeito dessa história teria que ser um delicioso guacamole. Um prato leve, mas cheio de sabor, que lembra noites de primeira rindo com os amigos e cerveja gelada.

P1070625EDITweb

Guacamole Amigo (serve até 6 pessoas)

Ingredientes:

  • 1 abacate
  • 1 tomate picado sem sementes
  • 1/2 pimentão vermelho picado
  • 1 pimenta-dedo-de-moça picada
  • 1/2 xícara de chá de coentro picado
  • 1 cebola pequena
  • 2 a 3 dentes de alho
  • suco de 1 limão
  • sal a gosto

Modo de Preparo:

  1. Amasse os dentes de alho descascados no espremedor de alho, ou corte em cubinhos e depois frite na frigideira até dourar. Reserve.
  2. Pique a cebola em cubinhos pequenos e regue com limão para tirar a acidez.
  3. Com uma faca, corte o abacate ao meio e retire o caroço. Com a ajuda de uma colher, retire a polpa e coloque numa tigela.
  4. Adicione todos os ingredientes picados à tigela com o abacate e misture bem. Tempere com o suco de limão e sal. Sirva com nachos (eu ❤ Garytos).

Na veia

brownie-cookies-web

Há pouco tempo vi na televisão um pedaço de uma entrevista da Tati Bernardi, roteirista da Globo e colunista da Folha, na qual ela falava sobre o livro que estava lançando “Depois a louca sou eu”. Não consegui, infelizmente, ver a entrevista toda (a gente tem que trabalhar e tal) mas fiquei muito a fim de ler o livro, pois a autora parece ser engraçadíssima. Não deu outra: comprei, li, ri.

O livro é composto de crônicas sobre diversos assuntos: crises de pânico, ansiedade, amor, medicação, meditação, trabalho. Tudo isso recheado de humor. Algumas crônicas são mais redondinhas do que outras, eu gostei particularmente de “Eu não desmaio, Dr Guido”, “Os números da felicidade” e da que empresta nome ao livro “Depois a louca sou eu”. Na segunda, eu ri alto no avião com a frase inicial “A felicidade só existe naquele minuto trinta e sete em que o Dorflex faz efeito e a nuca deixa de ser o pufe para os pés de um demônio gordo.”, o quê fez o passageiro do meu lado achar que a louca, de fato, era eu. Mas tranquilo, valeu a pena. Obrigada, Tati.

Em vários momentos a autora aborda o uso de medicamentos, o mais frequente é o Rivotril. Então, em uma brincadeira, pensei no que seria o equivalente culinário desses remédios tarja preta punk hard core no último e me lembrei desses cookies de brownie que são açúcar na veia. Eu quase não faço, pois são uma gordice ensandecida, mas são uma de-lí-cia. Melhor que Rivotril.

a-louca-web

Rivotril Brownie Cookies

Ingredientes:

  • ½ xícara de manteiga sem sal (115g)
  • 115g de chocolate sem açúcar picado
  • 1 xícara (190g) de açúcar mascavo
  • 2 colheres de sopa (25g) de açúcar cristal
  • 2 ovos grandes
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha
  • ½ colher de chá de maizena
  • ½ colher de chá de sal
  • 45g de de chocolate em pó
  • 1 xícara de farinha
  • 2/3 de xícara (115g) de chocolate amargo picado

Modo de Preparo:

  1. Derreta a manteiga e o chocolate juntos, no microondas mesmo, em intervalos de 30 segundos, mexendo a mistura entre cada intervalo até que o chocolate esteja quase todo derretido. Mexa com a colher então fora do fogo até que fique totalmente derretido.
  2. Adicione os açúcares na mistura de chocolate e mexa, então adicione os ovos (um de cada vez) e depois a baunilha. A seguir, misture a maizena, o sal e o chocolate em pó. Por último adicione a farinha e mexa só até estar homogêneo. Adicione os pedaços de chocolate e mexa delicadamente.
  3. Coloque a massa na geladeira por 30 minutos (pode deixar mais se quiser, mas fica mais dificil de distribuir a massa –se quiser esquente rapidamente no microondas 15 segundos para ajudar).
  4. Pré-aqueça o forno a 180 graus.
  5. Com um pegador de sorvete ou duas colheres, distribua em uma assadeira untada (ou coberta com papel próprio para assar) com espaço entre cada um para que eles possam crescer um pouco. Asse entre 10 e 12 minutos (podem parecer crus ainda, mas o objetivo é um centro cremoso como um brownie, então NÃO deixe mais tempo). Deixe esfriar um pouco antes de comer (se você conseguir!).

Um doce de livro

doce-web

“Para todos os garotos que já amei”, da Jenny Han, é um doce de livro. É tão romântico, tão cheio daquela ingenuidade adolescente que as vezes dá até uma certa nostalgia (até você lembrar que ser adolescente era um sofrimento só, com provas de física, espinhas gigantes e hormônios que deixavam você meio enlouquecida).

Lara Jean, a protagonista de Han, é uma menina doce e tímida, vive em um mundo insular com suas irmãs, Margot e Kitty, e seu pai; uma vida tranquila, sem grandes surpresas, e repleta de romances de fantasia. Até que um dia ela é forçada para fora de sua bolha segura, quando todos os meninos de quem ela gostara, e um do qual ainda gosta, recebem cartas que declaram seu amor por eles. Cartas secretas que misteriosamente chegam aos destinatários que nunca deveriam vê-las. É uma premissa meio mamão com açúcar, meio sessão da tarde, mas Lara Jean é uma personagem tão fofa, que você vai deixar para lá essas picuinhas e acompanhar enquanto ela saí da sua concha para descobrir (e o amor) o mundo lá fora, com a ajuda de um dos seus amores, o garoto mais popular da escola, Peter Kavinsky.

O que eu adorei nesse livro foi a habilidade de Han em criar um mundo para Lara Jean. Todo tempo que eu estava lendo, imaginava cada pedaço da sua vida, das suas meias aos pijamas, passando pelos cadernos e tranças elaboradas. Lara Jean é um doce, Peter Kavinsky é lindo e Kitty vai fazer você rir. E vai deixar você morrendo de vontade de comer um doce delicioso (ou pelo menos foi o que aconteceu comigo). Por isso pensei em uma receita bem doce, que vai deixar você suspirando, igual o Peter K. faz com as mocinhas. Brownies é claro!

PTGQJA-web

Brownies para Lara Jean Song

Ingredientes:

  • 340g de açúcar mascavo
  • 3 ovos
  • 300g de chocolate meio amargo picado
  • 1 barra de manteiga sem sal
  • 145g de farinha de trigo
  • 30g de cacau em pó (esse ingrediente é importante para fazer essa casquinha brilhante deliciosa 🙂 )
  • 1/2 xícara de nozes picadas rusticamente
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 1/2 colher de chá de fermento
  • 1 colher de chá de flor de sal ou 1/2 de sal

Modo de Preparo:

  1. Pique o chocolate bem grosseiramente e derreta no microondas com a manteiga por 1 minuto. Depois, mexa até se transformar em um líquido homogêneo e brilhante.
  2. Bata os ovos com o açúcar e adicione à mistura de chocolate.
  3. Acrescente e misture rapidamente a farinha, o cacau e o fermento.
  4. Por último coloque a baunilha e o sal e mexa delicadamente.
  5. Ponha a massa em uma fôrma untada e asse em forno pré-aquecido a 220 graus por 30 a 40 minutos.

Gênios loucos

sorvete-web

Em “Cadê você, Bernadete?”, Maria Semple conta a história da família Fox, meio louca mas genial. O pai, Elgie, trabalha na Microsoft, a mãe, Bernadete, é uma arquiteta de renome e a filha, Bee, tem um futuro promissor. E eles também tem uma cachorrinha chamada Sorvete. Parte do livro é escrito através de e-mails, bilhetes, cartas e notas de um personagem para o outro, o que é uma ferramenta narrativa interessante, pois nos permite ver os diferentes pontos de vista dos personagens dentro da mesma história.

No livro, Bee e Bernadete são mãe e filha mas são também melhores amigas, parceiras no crime. As duas tem uma relação de cumplicidade muito bacana. Porém o relacionamento de Bernadete com a filha se torna uma muleta emocional, ela faz disse seu foco  para impedir que ela olhe mais atentamente para as coisas que ela negligencia na sua vida. Logo no começo do livro, vemos que Bernadete contratou uma assistente virtual a qual ela encarrega de resolver praticamente tudo do seu dia-a-dia. Seu marido é um workaholic que trabalha desenvolvendo projetos de inteligência artificial, e que ficou famoso por sua palestra TED (!) mas que está distante da família. Bernadete também vive em guerra com a sua vizinha, Audrey, que ela considera uma chata e que também a detesta por achar que Bernadete é metida.

O livro é sobre a jornada tortuosa de Bernadete para reencontrar ela mesma. Ela, que vive enclausurada em um trailer sem contato com pessoas que não sua família, de repente se vê forçada a encarar os seus medos quando a filha propõe uma viagem a Antártida, o que gera uma série de problemas. Então ela desaparece. E Bee fica tentando montar o quebra-cabeça do passado da mãe para conseguir encontra-la.

O que eu mais gostei em “Cadê você, Bernadete?” foi o tom leve mas inteligente. Esse é um livro divertido, que fala do relacionamento familiar de um jeito diferente. Aqui Bee descobre que ninguém é perfeito, nem mesmo a mãe dela. Mas que isso não é ruim, é simplesmente normal. Um momento pelo qual todos passamos. Só que Bee descobre quem sua mãe é na Antártica.

E porque grande parte do livro se passa em meio a icebergs, geleiras e pinguins, a receita de hoje não poderia ser outra senão sorvete! Essa receita de hoje é bem light, então ninguém precisa se sentir culpado e é legal para fazer várias e servir para os amigos e para crianças como opção de lanche ou sobremesa.

Sorbet para Bernadete Fox (em torno de 15 unidades)

Ingredientes:

  • 700g de morango (se for ôrganico melhor ainda)
  • 150g de iogurte grego light
  • 1/2 xícara de mel
  • Suco de um limão siciliano
  • Adoçante ou açúcar mascavo a gosto
  • Copinhos de café descartáveis
  • Colherzinhas descartáveis

Preparo:

  1. Lave e tire as folhas dos morangos. Pique rusticamente.
  2. Jogue os morangos em uma panela e deixe cozinhar por alguns minutos. Junte o mel e o suco de limão (e o açucar se for colocar). Misture bem.
  3. Deixe esfriar um pouco então jogue no liquidificador e adicione o iogurte. Bata até ficar homogêneo. Teste para ver se está bom e se necessário adicione açúcar/adoçante.
  4. Distribua os copinhos de café em uma travessa de vidro e encha-os, deixando um espaço no final.
  5. Coloque no congelador e depois de meia hora coloque as colherzinhas bem no meio de cada copinho. Retorne para a geladeira e deixe por mínimo três horas antes de servir.
  6. Na hora de servir, tirar do congelador com 15 minutos de antecedência.

PS: Aqui tem o link para uma palestra muito louca, mas genial do TED 😉

PS2: Esse post também está no blog do Cantão, quem quiser dar uma olhadinha lá, é só clicar aqui 😉

Eu vejo flores

passaro-web

No post de hoje vou falar de um livro que ainda não chegou aqui no Brasil, “The Flower Arrangement” da Ella Griffin. Esse livro é simplesmente uma graça, apesar de ter uma premissa um pouco triste: Lara, após perder um bebê, decide mudar de carreira e abre uma floricultura, a “Blossom & Grow”, apelidos dados a ela e ao irmão pelos pais quando os dois eram crianças.

O marido de Lara não dá muita força para o novo empreendimento, mas logo a loja se torna o salva-vidas de Lara, com as flores ajudando-a no seu processo de cura. Os clientes logo percebem que a dona da floricultura tem um jeito especial e a loja, apesar das dificuldades, é bem sucedida. Na loja trabalham Lara e uma assistente, mas seu irmão Phil também ajuda ocasionalmente (Phil é uma graça, gente!). A estória de Lara não é a única do livro, vemos também as vidas de outros personagens que cruzam o seu caminho em alguns capítulos. Inclusive, uma coisa muito fofa desse livro é que cada capítulo começa com o nome de uma flor e seu significado, que claro, tem tudo a ver com o conteúdo que vem a seguir.

Eu nunca tinha lido um livro da Ella Griffin, mas gostei bastante. Achei a escrita bonita e tocante, mas confesso que quando o livro terminou eu fiquei com a sensação de livro incompleto, como se estivessem esquecido o final. Tava tão perto, mas para mim não terminou bem, ficou faltando.  Eu gostei do livro, mas tem esse porém (tão avisados! Mas se alguém ler me fala se achou isso também ou se é da minha cabeça, please).

Depois de “The Flower Arrangement” , eu fiquei pensando em como as vezes as coisas simples servem para ajudar a curar, a mudar de perspectiva, como no caso de Lara em que o contato com as flores faz com que ela consiga carregar melhor sua perda. Eu fiquei pensando em como, quando eu estava viajando, escutar o CD da Gilberto Gil me levava de volta ao Rio e como o cheiro de pão de queijo me fazia sentir imediatamente melhor. O quê faz você se sentir melhor, te ajuda a reconectar e a recarregar? Para mim não tem nem mistério, como já falei é pãozinho de queijo mesmo! Então segue aí, essa receita bacana que eu achei lá no Moldando Afeto, que eu já falei aqui é um site delicioso.

Pãozinho de Queijo para Reviver (rende 80 pãezinhos! Receita do Gui Poulain)

  • 250 ml de água
  • 350 ml de leite
  • 250 ml de óleo de canola
  • 600 g de queijo minas meia cura
  • 1 colher (sopa) de sal
  • 1 kg de polvilho azedo
  • 6 ovos
  1. Rale o queijo, em ralo grosso, antes de começar. Reserve.
  2. Espalhe o polvilho sobre uma superfície, ou uma grande bacia. Molhe com 250 ml de água em temperatura ambiente. É isso que vai ajudar a hidratar o polvilho e o pão de queijo não ficar seco. Depois de esparramar a água, com as duas mãos vá sovando pra desmanchar todas as pedrinhas que se formam. O objetivo é voltar o polvilho ao original, mas que ele esteja úmido.
  3. Leve o leite ao fogo junto ao óleo. Assim que ferver desligue. Com esse líquido, regue novamente o polvilho, tomando cuidado pra não fazer muita bagunça! Aos poucos, com a mão mesmo, e tomando cuidado pois está quente, comece a misturar e sovar. É nessa hora que começa a tomar consistência de massa.
  4. Assim que estiver uma massa branca bem quebradiça, é hora de adicionar os ovos. Vá fazendo isso um a um, e sovando pra incorporar. É muito melequento mesmo! Por último junte o queijo ralado, e sove um pouco mais. A massa fica bastante grudenta. Varia um pouco com o clima: Se estiver seco e quente, provavelmente ela vai ficar no ponto. Se estiver chuvoso e mais frio ela deve fica mais grudenta e levemente mole mesmo, mas não tem problema. Se achar que está ficando muito mole, coloque um ovo a menos, se estiver muito seca, adicione um pouco de leite.
  5. Lave bem as mãos e passe um pouco de óleo nela pra fazer as bolinhas, e repasse mais óleo assim que observar que estiver ficando grudento. Como rendem muitos pãezinhos, pode ser uma boa congelar. Basta fazer todas as bolinhas, colocar uma ao lado da outra numa assadeira (não precisa dar muito espaço já que não vai ser assado e nem crescer) e levo ao freezer. Umas 2 horas depois retiro todas as bolinhas já duras e congeladas e coloco em saquinhos.
  6. Para assar: Tem gente que prefere assar em fogo baixo. Já o Gui recomenda (e funciona!) colocar o forno a 280º C, bem quente mesmo, previamente aquecido! Deixar por 20 minutos nessa temperatura e depois abaixar para cerca de 220º C por mais 10 minutos. Assim ele cresce bem, não resseca, fica levemente massudo com pedaços de queijo derretidos por dentro, e uma casquinha crocante e toda cheia de pintinhas alaranjadas do queijo que derreteu ali. Uma delícia para aquele lanchinho da tarde (pensamento de gordinho!).

 

Escolhas

pipoca-web

O livro de hoje é um livro diferente dos que eu normalmente falo aqui, “O mundo pós-aniversário” de Lionel Shriver. Vou ser bem honesta, eu não amei esse livro. Peguei ele para ler e parei logo no começo. Só voltei a ler depois de uma amiga recomendar muito. Enfim, devo dizer que esse livro não é um livro apaixonante, pelo menos não na minha opinião. Mas é um livro interessante e com uma premissa excelente, só que para mim demorou um pouco para engrenar.

No livro, Irina é uma ilustradora de livros infantis em uma relação estável com Lawrence, um cientista político e os dois são americanos radicados em Londres. Ela trabalha em parceria com uma autora britânica, Jude, que é casada com um famoso jogador de sinuca, Ramsay. Logo os dois casais estabelecem uma rotina de jantarem juntos no aniversário de Ramsay. Tradição que eles mantém com Ramsay, mesmo após ele e Jude se divorciarem. Em um ano, Ramsay e Irina acabam celebrando sozinhos e, neste evento, Irina se vê com uma escolha para fazer: se manter fiel em um relacionamento que já não a satisfaz ou rolar os dados e buscar uma vida diferente com um homem que é o oposto do seu namorado.

E a partir desse ponto, o livro se divide em dois. Passamos a acompanhar a vida de Irina nas duas situações: se ela tivesse escolhido Ramsay ou Lawrence. O legal do livro é que fica claro que não existe uma escolha certa (inclusive a autora é até bem didática com relação a isso) mas sim escolhas diversas. Lionel Shriver conta através de Irina uma história cheia de nuances, que fala bastante de como nossos relacionamentos podem afetar nossa visão de quem nós somos. A autora, de forma inteligente, não fala de escolhas a la “O Efeito Borboleta”, mas mostrando as pequenas diferenças também, e, principalmente, analisando como Irina mesmo muda internamente em função da escolha de parceiro. Eu, que tive dificuldade de me fixar nesse livro no começo, fiquei grudada nele no final.

No livro, Irina adora cozinhar e é ligeiramente obcecada por temperos e pipoca. Por isso resolvi compartilhar aqui duas receitas de pipoca lá do Panelinha, que simbolizam as duas escolhas que Irina poderia fazer. E você, qual você escolhe?

Pipoca Lawrence (com curry e parmesão)

Ingredientes

  • 1/2 xícara de chá de milho para pipoca
  • 2 colheres de sopa de óleo de canola
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 colher de chá de curry
  • 1 colher de chá de coentro em pó
  • 1 colher de chá de pimenta do reino moída na hora
  • 1 pitada de sal
  • 1/2 xícara de queijo parmesão ralado fino

Preparo:

  1. Numa panela funda coloque o milho de pipoca e o óleo, mexa e tampe. Leve ao fogo médio e deixe estourar, mexendo a panela de vez em quando, segurando no cabo e na tampa fechada, para que o milho não queime.
  2. Quando o intervalo entre um estouro e outro for maior do que 2 segundos, desligue o fogo e transfira a pipoca para uma vasilha.
  3. Numa tigela de vidro, coloque a manteiga e leve ao micro-ondas apenas para derreter. Retire do aparelho e junte o curry, o coentro, o sal e a pimenta e misture.
  4. Despeje a manteiga temperada sobre a pipoca estourada, junte o queijo parmesão ralado e mexa bem para misturar tudo uniformemente. Ajuste o sal se necessário. Sirva imediatamente.

Pipoca Ramsay (com açúcar mascavo e cardamomo)

Ingredientes

  • 1/2 xícara (chá) de milho para pipoca
  • 2 colheres (sopa) de óleo de canola
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 2 colheres (sopa) de açúcar mascavo
  • 2 bagas de cardamomo
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • 1 pitada de sal

Preparo:

  1. Numa panela funda coloque o milho de pipoca e o óleo, mexa e tampe. Leve ao fogo médio e deixe estourar, mexendo a panela de vez em quando, segurando no cabo e na tampa fechada, para que o milho não queime.
  2. Quando o intervalo entre um estouro e outro for maior do que 2 segundos, desligue o fogo e transfira a pipoca para uma vasilha.
  3. Numa tábua, use uma faca de legumes para cortar, com cuidado, as pontas da baga de cardamomo, em seguida abra ao meio e raspe as sementes. Transfira as sementes para um pilão e macere; se preferir, pique fino com a faca.
  4. Numa panela pequena, junte a manteiga, o açúcar mascavo, a canela e as sementes de cardamomo. Leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até todo o açúcar e a manteiga derreterem, formando uma calda.
  5. Despeje a calda sobre a pipoca estourada e mexa bem para misturar tudo uniformemente. Tempere com sal e sirva imediatamente.