Tag: Versatile Blogger Award

vba

Eu fui indicada pela A Estante Amarela para responder uma tag. Isso é novidade pra mim, gente! Então, obrigada Yasmim 🙂

Há umas regrinhas, que são:

  • Agradeça o blogueiro que te indicou.
  • Inclua em seu post um link de volta ao Blog que o indicou.
  • Nomeie  blogueiros que você descobriu recentemente ou que você siga regularmente.
  • Avise os blogueiros que foram indicados.
  • Compartilhe 10 fatos sobre si mesmo.
  • Adicione a imagem do prêmio Versatile Blogger Award no seu post.

Então, os dez fatos são:

1- Eu tenho três sobrinhos lindos que são meus xodós.

2- Sou casada há cinco anos com uma pessoa pra lá de especial.

3- Adoro vôlei e tênis, nunca perco a Superliga nem os Grand Slams.

4- Sempre tenho uma fila gigante de livros para ler, no momento estou lendo dois: “A sombra do vento” e “Eu te darei o sol”.

5- Amo desenhar tanto que hoje em dia é isso que eu faço profissionalmente: desenho estampas!

6- Sou viciada em Netflix, mate e pão de queijo.

7- Eu queria muito gostar de ir a academia, mas eu gosto mesmo é de jogar totó e ping-pong.

8- Eu acredito em reencarnação e que tudo acontece por uma razão.

9- Eu sempre choro com livro/filme triste. (#manteigona)

10- Nasci sem GPS interno e me perco até pra ir na padaria. Só o Waze salva! rsrs

Então, para responder também segue aí: Depois que li, Um fôlego, Breakfast of Books, Blog de Livros e Eurico Gomes.

 

Matemática

Esse substantivo me pertence

Esse adjetivo é meu eixo

Esse verbo inflexível

É meu para todo sempre

 

Pode parecer irracional

Mas cada frase é tangente

Se colocar cada uma no plano certo

Quem sabe nossas retas não se encontram no infinito?

 

E se a nossa menor distância não fosse um ponto

E sim uma conjunção aditiva

&

Amor em capa dura

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Meu amor não é leve

É rígido, espesso

Suas páginas de pólen

São firmes, têm alta gramatura

Cada letra tem relevo

 

Meu amor não transborda

É organizado em parágrafos perfeitos

Epígrafes elegantes em

Times New Roman

Cheias de cultura

 

Meu amor tem pausas de suspense

Delírios descritivos em rima

Sentenças adversativas

Reviravoltas e

Pontos de clímax

 

Meu amor é confesso

Tem métrica, contexto

Não se espalha em haicais perdidos

Tem orgulho

Da assinatura

 

Meu amor é constante

Espera em Proust

E Graciliano Ramos

Conhece todos os círculos de Dante

 

Ah, meu amor é por extenso

Mesmo na fúria homicida

Se derrama em quixótica poesia

Volumes em sequência

Empoeirando na estante

Batman

Hoje eu começo a colocar um conteúdo diferente aqui no blog: pânico, terror e aflição! Essa semana é um texto que eu fiz enquanto estava participando de uma Oficina de Contos aqui em Floripa. Espero que vocês gostem (e me dêem um feedback, please! Para um designer postar um texto é um momento de medinho intenso…)

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Quando cê faz uma aposta, cê não sabe mas está mudando o rumo de sua vida. É complicado de entender, mas deve de ser verdade. Quando cumquem te desafia pra uma aposta, só isso já é um ato definidor de quem você é, vai ser. Se cê aceita, cê já é voraz definidor, destemido desbravador das ocultesas incertas. Se não aceita é covarde, amedrontado, duvidoso. Não é digno de confiança quem não confia em sua própria pessoa o tanto pra se fazer uma aposta.

Por isso, tal e coisa, cá estou eu. Fantasia de Homem-Morcego em plena luz do dia, pois que, como homem desbravador destemido não há outra maneira de exercer. De certo com o que foi combinado entre nós, apostadores, tenho que permanecer ficando aqui, em plena calçada da fama das estrelas americanas. A combinação foi clara, e logo então ficarei aqui por uma hora, ajudando os pobres e indefesos, tal qual como Batman mesmo faria. As velhinhas não se alentaram quando ofereci assistência para atravessar a rua, que era de apropriado para um super herói como eu. Me olharam de esguelha, e empunharam os guarda-chuvas em riste maior.

De verdade essa chuva é um presente, como que tu sabe. Essa roupa de morcegada deve de dá até assadura quando tá uma temperatura mais pegada. Pois então, alento de chuva boa. Ensaiei até uma dançatura aqui quando começou a gotejar. Umas pessoas pararam até pra olhar, mas não me fiz de rogado. Arrê, todo mundo passeja, até mesmo os super-heróis, certeza.

Enquanto passo meus minutos em paciência, já me pego com a cabeça em Lucinha, como que hora e hora de novo. Amanhã vou me com ela pro calçadão que é dia de feira e ela gosta de pegar as verduras cada uma, sentir a madureza de cada uma, com dedo e olho. Melhor ainda, amanhã vai de ser uma festança, pois que Batman, em toda sua justiça, vai me dar toda a gorjeta de Zé Pedro de hoje e, logo então, Lucinha e Eu teremos feira pra semana e meia.

Mas posto então que aceitei essa aposta de Zé Pedro sem nem pestanejar e agora já tenho suma confiança inteira que mudei o destino que eu ia ter se não tivesse aceitado. Cê sabe que se um dia faz uma coisa que nunca tinha nem atinado de fazer, tá claro que cê não é mais a pessoa que era de anteriormente. Se agora homem-morcego porquê daqui há uns quindins não transfiguro em gerente ao invés de atendente? Pode de ser, não é? Lucinha ia ficar de olho cheio, até.

Ô chuva boa, que caí do céu! Falta de um pouco para eu pegar no serviço, mas me confesso que até que tomei gosto de ser Batman de um tempinho. É verdade que te olham disfarçado, mas também um olhar de alegria e bem humorança que faz o coração leve. Deve de ser por isso que tem super herói de um tanto nos filmes e nas revistas. Deve de ser, não é?

A visita cruel do tempo

egan-webDe vez em quando a gente lê um livro diferente de todos os outros, daqueles que deixa uma sensação meio estranha de fazer alguma coisa pela primeira vez apesar de você já ter lido centenas de outros livros antes. O livro de hoje é um desses. A Visita Cruel do Tempo da Jennifer Egan é um livro peculiar; tudo nele é meio diferente, da estrutura narrativa à passagem do tempo, esse livro surpreende. Tem por exemplo um personagem que conta a sua estória através de slides do Powerpoint. Muito doido!

O livro começa com Sasha, assistente do poderoso produtor musical Benny Salazar com um pequeno problema de cleptomania. A partir daí a história se desenrola pulando de um personagem para o outro, passando por anos e lugares diferentes e variando narradores. Pode ser um pouco difícil de acompanhar, mas o livro é envolvente e vale o esforço (Egan ganhou o Pulitzer com esse livro, logo não é só a minha opinião). A Visita Cruel do Tempo não é fácil, metafórica ou literalmente, e fala de uma emoção humana presente em todos nós: envelhecer e perdermos contato com as nossas ambições da juventude. Quem não sonhava em ser bailarina, cantora, astronauta ou bombeiro? Quais foram os caminhos que nos levaram aonde estamos? Valeu a pena?

Enfim, leiam. É no mínimo uma experiência nova que você pode conversar com os seus amigos sobre e reclamar aqui para mim se não gostar. Mas se você gostar, vai me agradecer. Eu acho que esse livro parece um pouco com os filmes do Tarantino. Não sei porque mas me lembra Kill Bill! rsrs

Bom, como esse livro fala da passagem do tempo, a receita de hoje tem um quê nostálgico. Fiquei pensando em como muitas vezes nós sabemos pouco da história de quem faz parte da nossa história: nossos pais, avós, primos. Minha família vive falando em tentar descobrir mais sobre meus bisavôs mas até hoje ainda não sabemos muita coisa. E essas reminiscências me deixaram pensando na minha avó, mãe da minha mãe, e de como era quando ela ainda era viva e a gente ia para a casa dela quase todo domingo para comer pizza, que ela que fazia a massa e o molho. E eu ficava sentada no banquinho da cozinha espalhando aquele líquido vermelho na massa fresquinha com a maior concentração. Logo a receita de hoje é essa mesmo: pizza! Não é a da minha avó, pois infelizmente ela não deixou escrito, mas pizza sempre bom, né? Especialmente quando tem sabor de nostalgia.

Pizza Delícia para Visitas Cruéis (ou não) (faz 4 pizzas)

Ingredientes:

  • 400 g (3 xícaras + ¼ de xícara) de farinha de trigo
  • 100 g (3/4 de xícara) de semolina (se não encontrar semolina use 100 g de farinha de trigo mesmo)
  • ½ colher (sopa) de sal
  • 1 sachê de 10 g de fermento biológico seco
  • ½ colher (sopa) de açúcar cristal
  • 320 ml (1 xícara + ¼ de xícara) de água morna

Preparo:

  1. Numa vasilha misture a água morna com o fermento e o açúcar. Dissolva bem e deixe descansar por uns 5 minutos.
  2. Enquanto isso, faça um monte com a farinha sobre uma bancada, colocando o sal ao redor. Abra uma cavidade no meio. Coloque a água com fermento e açúcar ali no meio e com as mãos comece a formar uma massa, puxando pouco a pouco a farinha em volta para o meio.
  3.  Quando estiver tudo unido, faça uma bola e comece a sovar. Sove por cerca de 15 minutos até obter uma massa bem lisa e elástica. Cubra com um pano e deixe crescer por pelo menos 30 minutos em temperatura ambiente.
  4.  Enquanto a massa cresce você pode ir preparando o recheio à sua escolha para depois só montar as pizzas antes de ir ao forno.
  5. Pré-aqueça o forno a 240ºC.
  6. Divida a massa em 3 ou 4 bolas (a receita dá umas 4 pizzas médias). Abra numa superfície enfarinhada para ficar com cerca de 0,5 cm de espessura, com a ajuda de um rolo.
  7. Coloque o molho de tomate e se divirta com os toppings: vale abobrinha, shitake, pepperoni, tomate seco, burrata! (Go crazy! rsrs)
  8. Coloque sobre uma assadeira para ir ao forno. O ideal é se você puder assar sobre uma pedra de granito (se fizer isso, pré-aqueça também a pedra de granito junto ao forno). Cubra com o recheio e leve ao forno por cerca de 10 minutos ou até que esteja pronta!

Essa receita é desse blog muito legal: Moldando Afeto. O site é uma graça e lá tem cada receita…

Para ficar na memória

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Eu adoro livros de detetive, como já deu para perceber para quem lê o blog, e há um tempo atrás eu descobri o autor escandinavo Jussi Adler-Olsen e fiquei TODA feliz. Os livros do Departamento Q são diversão garantida para quem curte um bom suspense com personagens caprichados.

Carl Mørck e seu assistente Assad são a dupla dinâmica resolvedora de crimes antigos. Mørck é chauvinista, intratável e inteligente. Assad é simpático, religioso e cheio de mistérios. Os dois personagens têm passados cheios de áreas cinzas e o autor faz um trabalho excelente em nos deixar questionando o que sabemos de cada um, ao mesmo tempo em que torcemos para o sucesso profissional dos dois. Em “A mulher enjaulada”, eles tentam desvendar o desaparecimento de Merete Lynggaard, uma política em ascensão mas extremamente reservada, que um dia “PUFF!”, virou fumaça.

Além da trama bem construída, também me diverti conhecendo um pouco da Dinamarca através dos olhos (pra lá de mau-humorados mas bem intencionados) de Carl. O maior mérito do livro é mesmo seus personagens. O autor colore cada um com tanta clareza que sentimos conhecer cada um. Tanto os personagens principais quanto os secundários são tratados com carinho, e isso não é muito comum em romances policiais.

No clima da escandinavia, a receita dessa semana não fui eu que executei, mas sim a minha sogra. Acho que eu ainda preciso treinar muito para chegar lá, mas quando li Departamento Q lembrei imediatamente de quando comi um Salmão Gravadlax com beterraba maravilhoso na casa dos sogrinhos. Estava tão incrível que por dias todo mundo que comeu só pensava naquilo. Ela disse que fez a receita do Jamie Oliver, então segue aí!

Salmão Gravadlax para ficar na memória (serve 10 pessoas)

Ingredientes:

• 700g salmão inteiro, com a pele mas sem as espinhas
• 160g de sal grosso
• 50g de açúcar demerara
• 40g de raiz forte fresca, descascada e ralada ou ralada em conserva
• 300g de beterraba crua descascada e ralada
• 50ml de vodka
• 1 maço grande de endro, com as flores se conseguir (as folhas bem ficadas e as flores reservadas)
• 1 limão siciliano

Para o molho cremoso:
• 200ml de creme de leite com algumas gotas de limão, deixado em lugar aquecido por algumas horas
• 1–2 colheres de chá bem cheias de mostarda granulada
• Raspas e suco de 1/2 limão
• Um punhado pequeno de endro fresco picado

Preparo:

  1. Coloque o salmão em uma travessa grande, com o lado da pele para baixo. Coloque o sal grosso por cima do peixe, distribuindo-o por igual.
  2. Espalhe o açúcar por cima e em seguida a raiz forte e a beterraba, de forma a cobrir completamente a carne. Bata gentilmente com a mão para que penetre bem.
  3. Regue com a vodka e espalhe bem as folhas de endro picadas e as flores (se tiver).
  4. Rale bem a casca de limão sobre o peixe e cubra a travessa com filme plástico, fechando bem. Ponha um peso por cima, para forçar tudo para baixo. (O Jamie sugere duas garrafas de água, a gente colocou de vinho). Ponha na geladeira e deixe descansar por 48 horas.
  5. Depois de dois dias, tire o filme plástico e mantenha o peixe pressionado para baixo, enquanto escorre os líquidos que se formaram na travessa. Com as mãos (com ou sem luvas, depende de você, mas fica sujinha), retire o material de cima do peixe e coloque em um saco plástico. Depois de retirar tudo, bata levemente no peixe com papel absorvente ou um pano de prato bem limpo.
  6. Mantenha a pele para baixo e, com uma faca afiada, separe a pele da carne. Tire os pedaços castanhos que aparecerem no lado de baixo da carne.
  7. Corte o que for servir em fatias bem finas e acomode-as em uma travessa para servir.
  8. Antes de servir, misture todos os ingredientes do molho. Prove e tempere com sal e pimenta, se achar necessário.
  9. Sirva com uma salada crocante.

 

Gostinho de infância

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“We’re all completely beside ourselves” da Karen Joy Fowler é um livro estranho. Se ele é estranho bom, ou estranho ruim deve depender do leitor, mas no meu caso achei estranho bom. No começo do livro, fiquei um pouco irritada com a narradora, Rosemary. Ela é meio enigmática e, como ela mesma confessa, pouco confiável. Mas depois de um tempo, entrei no clima e comecei a curtir justamente o não saber que antes achava irritante. Assim como Rosemary, você fica tentando descobrir as coisas, tentando entender (mesmo que o entendimento completo não seja possível).

O livro conta a história de Rosemary e sua família, principalmente focando no relacionamento entre Rosemary, seu irmão Lowell e sua irmã adotiva Fern. E o que acontece quando um dia Fern simplesmente “desaparece”. Não quero estragar surpresas para ninguém então, quem não quiser pule a próxima frase. Continuar lendo

Cozinha Literária no blog da Cantão

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Hoje o Cozinha Literária saiu no blog da Cantão! Viu só que chique?

Como quem leu a página de Sobre mim sabe, eu até outro dia mesmo fazia parte do time de designers da Cantão (com muito amor e muito orgulho). E, quando eu contei para as minhas amigas de lá há algum tempo atrás a idéia do blog, elas me deram o maior apoio para colocar em prática. Logo, um pouquinho desse blog também é Cantão na alma. rsrs

Obrigada, meninas! Fazer a entrevista foi díficil (tanta pergunta que eu tinha que ficar matutando a resposta!), mas divertido e eu AMEI o post. Espero que vocês também curtam. Tá aí de novo o link!

Além disso, vou aproveitar para contar que agora o Cozinha Literária também tem Instagram! Quem quiser acompanhar, vai ver as ilustrações que eu faço aqui para o blog e mais umas outras coisinhas também. É o @cozinhaliteraria .

Um beijão,

Carol

Pitadas amorosas

IMG_4990Aviso logo, esse tem post tem um jabá enorme nele, porque o livro dessa semana se chama Quarentena Amorosa e é da minha prima querida, Angela Brandão. A Angela não é só minha prima, é também uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço. Para vocês terem uma idéia ela é jornalista, compositora, cantora e, agora, escritora. Também é mãe do Santi, que vou te contar, é lindo de morrer, mas não é molezinha (qual menino de 3 anos, é?). E ela faz tudo isso maravilhosamente bem, não sei como (um dia ela ainda vai me contar o segredo dela e dos seus dias de 50 horas).

Enfim, há pouco tempo o Quarentena Amorosa apareceu nas livrarias e eu, claro, fui das primeiras a grudar nele, porque o livro é uma delícia. É um carinho para você mesma, sabe? Um livro de auto-ajuda que não é ladainha. Vou confessar que é meu primeiro livro de auto-ajuda, mas acredito que não ser ladainha deve mesmo ser uma raridade. O livro é um guia de recuperação para quem teve seu coração partido, um passo-a-passo poético para ajudar você a sair da fossa. Mas mesmo eu, que no sentido romântico sou uma feliz bem-aventurada, adorei ler as dicas da Angela, até porque nem sempre é o coração que deixa a gente mal (apesar de ser a maioria dos casos, eu sei). Mas sabe aquelas vezes em que você tá meio pra baixo e não sabe o motivo? Pois então, pode ler lá que a Angela tem dicas preciosas para ajudar. Eu ri e me emocionei com as histórias do livro. Acho que isso é o objetivo de todo e qualquer tipo de literatura, não? Parabéns, prima. Você arrasa. E você que está lendo o post deveria ir correndo providenciar o seu (é jabá, mas só de leve. Não ganho nadinha, só a satisfação de todo mundo saber que a Angela é minha prima. Rsrs). Ah, e para você ver como o livro é sucesso, já saiu até no Saia Justa do GNT!

Por causa dos momentos de introspecção e reflexão que o livro recomenda, fiquei pensando muito em como, de vez em quando, passamos por momentos da vida em que nos sentimos frágeis, como se nossas pernas fossem de gelo (ainda ali, mas derretendo aos poucos) e nossa respiração uma sucessão de suspiros. Quando eu estou me sentindo assim, penso logo que a resposta é uma sobremesa gostosa (mentalidade de gordinho, fazer o quê?). Logo o par perfeito do Quarentena Amorosa para mim é um supiro doce, ou seja, um belo suflê de goiabada. Leve, mas irresistível. Doce, mas marcante. Aquele carinho que estava fazendo falta.

Suflê de Goiabada (rende 4 porções)

Ingredientes:

  • 4 claras
  • 1 pitada de sal
  • 250g de goiabada cremosa (ou goiabada cascão levada ao fogo com água)
  • 200g de requeijão
  • 1/2 xícara de chá de leite integral

Preparo:

  • Suflê:
    1. Se a goiabada estiver muito consistente leve ela ao fogo com ½ xícara de água e mexa até que ela esteja completamente derretida. Espere esfriar.
    2. Bata as claras em neve e acrescente o sal quando as claras começarem a subir.
    3. Incorpore a goiabada às claras em neve, aos poucos, mexendo delicadamente. Eu normalmente coloco a metade, mexo e depois coloco a outra metade.
    4. Unte forminhas de suflê (uns ramekins de louça ficam bonitinhos!) com manteiga e açúcar e distribua a massa do suflê até um pouco mais da metade da forminha.
    5. Leve ao forno pré-aquecido a 200°C por 8 minutos ou até dourar.
  • Calda:
    1. Junte o requeijão e o leite e leve ao banho-maria até ficar uma calda homogênea.
    2. Sirva em temperatura ambiente com o suflê saindo do forno.

Vai fazer você suspirar, mas de felicidade 😉

Um livro na mão, um pé na cozinha

Desde pequena o mundo dos livros me encanta. Acho incrível a possibilidade de ir para qualquer lugar, ser outra pessoa e conhecer novas coisas, simplesmente virando páginas. A literatura para mim sempre foi um refúgio, aquele lugar quentinho que você vai quando precisa pensar e recarregar as energias.

Já a culinária é um amor relativamente recente para mim. Desde que eu casei e saí da casa da mamãe, ficou na cara que, bem, que eu ia ter que aprender a me virar. Porque antes eu só sabia fazer três coisas: ovo, brigadeiro e cookies de chocolate. Ótimo para um cardápio balanceado, não? Mas eu não estava sozinha. A Cidoca, minha salvadora, ia lá em casa uma vez na semana e deixava sua comida maravilhosa na geladeira -aí eu só precisava tapar os buracos que sobravam.

Então nesses últimos anos venho aprendendo, devagar e sempre, mas aprendendo. E, surpreendentemente, gostando! Mas não pensem que isso quer dizer que eu virei o Jamie Oliver. Nananina-não. Infelizmente, não é muito pá-pum esse negócio de aprender a cozinhar.

E, aí minha vida mudou de novo, e a casa da mamãe e a Cidoca ficaram no Rio e eu vim morar em Floripa. A cozinha agora é só minha, e o nosso relacionamento vai ter que ser bem mais, vamos dizer, intenso.

Foi assim que um dia eu decidi que queria fazer alguma coisa coisa que juntasse meus dois amores: o novo e o antigo. Aliás, junta três, porque o marido é meu porquinho da índia e come tudo que saí do forno. Assim surgiu esse blog, onde eu vou falar um pouco de cada coisa. Contar um pouquinho das minhas explorações literárias e culinárias, e dos momentos que elas se cruzam. Será que dá um caldo?

Depois vocês me dizem o que acham.

Inté,

Carol