Reféns

O Theo completou sete meses e finalmente acho que não sou mais refém do neném. Ninguém te avisa que o neném vai sequestrar você. Todo mundo fala que você nunca mais vai dormir como antes (verdade), que você vai ter uma vida completamente diferente (também verdade) e que todo mundo vai te dar mil conselhos (com a gente foi bem tranquilo isso), mas ninguém avisou: olha, você vai ser refém do neném. Ele vai sequestrar vocês e vocês vão ficar meses em clausura, aonde uma visita até a pediatra é o auge da liberdade. E vai rolar uma síndrome de Estocolmo sinistra porque você só vai pensar em fralda, leite e cocô. Talvez, inclusive, você comemore cocô. É isso mesmo, queridona, você que antes era fresca agora aguarda ansiosa o momento do cocozão: você torce por ele e quando ele não vem, fica angustiada. Quem te viu, quem te vê.

E estou falando isso porque eu tenho uma situação maravilhosa, hein? Marido que é parceirão, família pertinho que tá sempre querendo ajudar, assistência de alto nível com o pessoal que trabalha aqui em casa e amigos que, quando podem, comparecem. Imagino quem não tem nada disso, ou mesmo quem só tem uma parte: como vocês fazem? Vocês são meus heróis e heroínas. Que mágica vocês possuem? Para você que fica todo o dia, o dia inteiro, sozinha com seu filho, meus parabéns. Para você que está um pouco atrás de mim, naquele comecinho em que dias e noites se embolam em uma coisa só, engrosso o coro do mantra “tudo passa”. Inclusive os momentos mais legais, então aproveita. E tira fotos, porque passa rápido.

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O post esquecido

Gente, eu consegui parar um pouquinho na minha rotina mãe 🙂 (êeee, o Theo nasceu e está lindo, fofo, gostosíssimo) e ia escrever um pouquinho de um post novo aqui pro blog quando encontrei esse post esquecido :0 E esse livro é tão, tão legal, que resolvi postar! O post novo fica prometido para em breve com mais noticias do meu fofolindo. Um beijo!

“Toda a luz que não podemos ver” do Anthony Doerr estava na minha lista de leituras há séculos e, gente, depois que eu comecei fiquei totalmente obcecada e me perguntando porque não tinha começado antes. O livro, que conta a história de Marie Laure, uma menina francesa cega, e Werner, um órfão alemão, antes, durante e um pouco depois da Segunda Guerra Mundial é uma leitura deliciosa.

Marie-Laure é filha de um chaveiro que trabalha no Museu de História Natural de Paris. Seu pai, Daniel LeBlanc, é também um artesão de mão cheia e produz para a filha uma miniatura minuciosa do bairro em que moram para que a filha possa aprender a andar pela redondeza sozinha. Mais tarde, quando pai e filha vão a Saint-Malo, ele faz o mesmo com a nova cidade, sempre tentando possibilitar um pouco de segurança para a filha. O relacionamento entre os dois é uma das partes tocantes do livro, assim como as relações que a menina estabelece em Saint-Malo com seu tio-avô Etienne e com Madame Manec -retratos sensíveis e cheios de sutileza.

Werner e sua irmã Jutta crescem em um orfanato e desde cedo fica claro que os dois têm uma inteligência fora da curva, o que se torna mais evidente após os irmãos encontrarem um rádio e Werner ficar fascinado por seu funcionamento e mecanismos. Em certo momento, o talento do menino para engenharia, uma tecnologia essencial na guerra, o levam para dentro do exército alemão na tentativa de escapar um futuro aterrador como um operário de minas, deixando para trás sua irmã. Werner é um menino brilhante e sensível, nenhum pouco o retrato padrão do soldado nazista (esse papel deixamos com o “vilão” do livro, o Sargento-Mor Von Rupkel) e sua narrativa é rica em questionamentos e um amadurecimento acelerado pelo cenário da guerra.

Eu, imagino que assim como todos que leram, fiquei aguardando ansiosamente o momento em que as duas histórias, a de Werner e a de Marie-Laure, fossem se cruzar e devo dizer que apesar de toda a expectativa, o encontro não decepcionou. Esse livro é lindo, gente! Não à toa ganhou o Pulitzer: seus capítulos são curtos mas tão cheios de detalhes, os personagens tratados com tanta delicadeza que vamos nos apaixonando por eles. Aviso aqui: esse livro tem 528 páginas e eu li em menos de uma semana, ou seja, se prepare para o vício!

Na história, Marie-Laure é apaixonada por comida: suas descrições das iguarias que come são maravilhosas! Me marcou especialmente quando ela descreve comer pêssegos em calda e por isso a receita dessa semana não poderia deixar de contê-los: mini panquecas de pêssegos em calda com ricota.


Mini panquecas de ricota para Marie-Laure (faz aproximadamente 20 discos pequenos)

Ingredientes:

  • Massa:
  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo
  • 1 pitada de sal
  • 2 ovos
  • 1 ¼ de xícara de chá de leite
  • ⅓ de xícara chá de creme de leite fresco
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • óleo para untar

 

  • Recheio:
  • 100g de ricota de boa qualidade
  • 3 metades de pêssegos em calda cortados pequenininhos

 

  • Calda de açúcar:
  • 3 colheres de sopa de açúcar refinado
  • 3 colheres de sopa de água
  • raspas de limãoModo de preparo:
  1. Numa tigela, coloque todo os ingredientes da massa, menos as raspas de limão, e misture bem com um fouet (batedor de arame), até que a massa fique lisinha. Deixe descansar por 1 hora, fora da geladeira.
  2. Aqueça uma frigideira antiaderente, de fundo grosso, de cerca de 22 cm de diâmetro, e espalhe um pouquinho de óleo com um pincel ou papel-toalha dobrado, para não queimar os dedos.
  3. Dê uma boa mexida na massa e misture os opcionais que quiser usar. Com uma mão, levante a frigideira e com a outra, regue a massa com uma concha. Faça um movimento circular com a frigideira de modo a cobrir todo o fundo. Coloque a frigideira sobre o fogo baixo e, quando as bolhas começarem a aparecer, com auxílio de uma espátula de borracha, vire a massa para dourar do outro lado. O processo todo leva menos de 3 minutos por disco. Transfira a panquequinha para um prato, espalhe mais um pouquinho de óleo e repita o procedimento, até terminar a massa.
  4. Recheie com uma colher de sobremesa rasa de ricota e os pêssegos cortados e enrole com os dedos.
  5. Para fazer a calda: numa panelinha, misture o açúcar, a água e o conhaque e leve ao fogo médio. Quando ferver, deixe cozinhar por 1 minuto, até que o açúcar tenha dissolvido. Desligue o fogo e deixe esfriar. Por último, jogue por cima as raspas de limão e misture gentilmente. Jogue por cima das panquequinhas.

Eu e a barriga

Amigos da Cozinha Literária,

este post é em parte pedido de desculpas, em parte explicação, em parte comemoração. Explico; não tenho escrito aqui e fico me sentindo em falta com todo mundo que lê e que apoia esse projeto tão querido. A falta de posts não aconteceu à toa: estou no final da gravidez e vou contar para vocês que esse moleque que vai nascer não me deu refresco até agora 😉

Estamos muito felizes com a chegada do pequeno (qualquer dia agora!), mas até hoje continuo enjoando e, por isso mesmo, pensar em comida, fazer comida e escrever sobre comida se tornaram tarefas no começo árduas, depois impossíveis. Pela primeira vez na vida, se eu pudesse trocaria iguarias maravilhosas por pílulas de astronauta – logo eu, que sempre adorei uma boa comilança! Bem que dizem que a maternidade muda as pessoas.

Quis escrever aqui porque estava com saudade e também para dizer que o blog continua -não sei exatamente quando, mas continua. Quem sabe no próximo post já venho com as papinhas! Me desejem (e para esse mini-humano que vem aí) sorte ❤

um beijo para todos,

Carol

Mulher maravilha

“Hibisco Roxo” da Chimamanda Ngozi Adichie é um desses livros que são difíceis de ler, mas não porque não é bom, mas porque a temática é tão densa que você fica carregando o livro com você o tempo todo. Eu demorei quase o dobro do tempo normal para ler porque parava as vezes (e falava sozinha!) e ficava pensando nessa outra realidade que existe -tão distante ali do lado, na Nigéria. Quantas vezes a gente lê um livro que nos faz encarar o quanto somos privilegiados, e também o quanto outras culturas podem nos oferecer que nós nunca sonhamos? Foi assim ler esse livro.

“Hibisco Roxo” é a história de Kambili, uma menina nigeriana que é rica, estuda em uma escola particular e de família fervorosamente católica. Do lado de fora, todos a vêem como uma menina privilegiada,  mas a realidade dentro de sua mansão é bem diferente: o pai é um fanático religioso abusivo, que pela menor transgressão, real ou imaginária, agride a mulher e os filhos. É impactante ler as monstruosidades que esse pai comete, e ao mesmo tempo Adichie consegue criar um personagem complexo, que tem virtudes também. No começo da narrativa, Kambili é tímida, e dado o cenário de terror que vive e que não deve ser descoberto por ninguém fora de sua família imediata, e solitária, só contando com a companhia do irmão, Jaja, e da mãe. A menina tem medo até dos próprios pensamentos. Mas a entrada de sua tia, Ifeoma, e seus primos, Amaka e Ibiora, de forma mais abrangente nas vidas dela e do irmão, traz grandes mudanças -ajuda os irmãos a verem novas possibilidades, e a começarem a se formar como pessoas independentes. A autora não coloca panos quentes em nada: a situação política e educacional da Nigéria também estão presentes na história e são tratadas com tanta clareza quanto o abuso sofrido pela família de Kambili.

Apesar de ainda ser cedo para dizer, acho que esse é um dos livros mais importantes que li em 2017, por várias razões, mas principalmente porque me deixou com vontade, aquele foguinho que nasce dentro do peito, de fazer alguma coisa de verdade para ajudar a mudar o mundo: o quê ainda não sei, mas sei que vai ficar comigo isso e que não vou deixar ir embora e vou procurar onde posso contribuir, por menor que seja esse papel. Depois de ler “Hibisco Roxo“, assisti a palestra que Chimamanda Ngozi Adichie deu no TED sobre feminismo, um assunto no qual é ativista, essa sua palestra foi transformada em um manifesto –“Sejamos todos feministas”, que se tornou amplamente divulgado e conhecido (ainda não li, mas pretendo. Vamos?). Esse foi um dos motivos pelo qual quis falar desse livro esse mês, no qual celebramos o Dia Internacional da Mulher, porque nós como mulheres muitas vezes aceitamos as normas sociais vigentes como algo imutável, nós as vezes nos oprimimos umas às outras sem saber o que há por trás de nossas fachadas brilhantes do Instagram e das nossos reluzentes posts no Facebook. E quanto mais privilegiadas, mais longínqua a necessidade de questionar, de trazer para perto essas coisas incômodas como preconceitos e olhar de frente para elas. Vamos parar com isso, sejamos feministas, e mais, sejamos humanos!

Aqui no blog, todo livro tem uma receita e confesso que sofri um pouco ao pensar em comer as receitas que aparecem no livro -realmente não é o tipo de comida que eu curto, então segue aqui uma adaptação do fufu africano: bolinhos de batata doce. Façam junto com seus filhos e maridos, comam conversando e, sugestão controversa, dessa vez, deixe a louça para os meninos.

Bolinhos de Batata Doce para Kambili (serve até 4 pessoas)

Ingredientes:

  • 300g de batata doce cozida e amassada
  • 100 g de farinha de trigo com fermento
  • 1 pitada de sal
  • Salsa, cebolinha e cebola
  • 1 ovo
  • Óleo para fritar

Modo de Preparo:

  1. Misture os ingredientes em uma tigela, por último a farinha de trigo.
  2. Faça bolinhos com esta massa modelando com 2 colheres.
  3. Aqueça o óleo em fogo médio, quando estiver quente, jogue os bolinhos e frite até que fiquem dourados por fora.
  4. Coloque em uma travessa forrada com papel toalha para drenar a gordura excedente.
  5. Sirva quentinho!

OBS: Deve ficar gostoso misturar na massa um queijo ou uma calabresa picadinha! Da próxima vez, vou experimentar.

Com a galera

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Nem todo livro a gente começa adorando, e comigo e “Fim”, da Fernanda Torres, foi assim, um começo ressabiado, mas ao longo da história fui me convencendo, até que, ironicamente, o fim foi que fez curtir o livro.

O livro conta a história de cinco amigos cariocas da gema, Álvaro, Silvio, Ribeiro, Neto e Ciro, mas não se mantém a só eles, pois toca também a vida das mulheres que fizeram parte da vida dele -suas mulheres, namoradas, amantes. Cada capítulo é narrado por um personagem (com ocasionais inserções do narrador em terceira pessoa), e as vozes de cada um é muito bem desenvolvida pela autora, tanto que o primeiro capítulo narrado pelo ranzinza Álvaro foi justamente o começo meio árido para mim.

As histórias dos amigos se entrelaçam ao longo do livro e vão construindo um caleidoscópio interessante da vida dos cinco, e o bacana do livro é justamente essa variação esperta da autora na perspectiva que cada personagem tem dos acontecimentos. O que, para mim, é a riqueza do livro é capacidade de Torres de tornar os eventos corriqueiros complexos, nos dando cinco versões daquele mesmo evento; assim uma festa com os amigos é onde um encontra o amor, o outro perde a chance com a mulher dos seus sonhos e outro deixa de lado as inibições. Os personagens são bem construídos e verídicos, fogem bem do clichê do malandro carioca, e trazem insights do ego masculino surpreendentes para uma mulher (eu nunca teria sido capaz!).

Ao ler “Fim” pensei que o seu par ideal seria um tradicional pacote de biscoito “Globo”, já que a praia tem destaque na narrativa. Mas como não faço ideia de como fazer um biscoito desse (gente, alguém sabe?!) então quis fazer um biscoitinho salgado (igual a água do mar) e rapidinho, ideal para servir quando os amigos vierem visitar. Então, voilá, Grissinis de Parmesão.

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Grissini para os amigos 

Ingredientes:

  • um pacote de massa folhada
  • 50g de queijo parmesão ralado fino
  • 1 gema
  • ervas finas
  • sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo:

  1. Pré-aqueça o forno a 200 graus.
  2. Abra a massa folhada com o rolo, até que a massa fique da metade da espessura inicial.
  3. Corte a massa em tiras finas de mais ou menos 1,5cm.
  4. Pincele a massa por inteiro com a gema.
  5. Jogue por cima da massa as ervas finas, o sal e a pimenta, e parte do parmesão ralado.
  6. Torça a massa com cuidado para deixar o lado pincelado de gema para fora.
  7. Coloque os grissinis em uma assadeira forrada com papel para cozinhar e asse durante 15 minutos ou até dourar (é importante ficar de olho para não queimar!).

 

Ingrediente secreto

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“Secrets of a Charmed Life” da Susan Meissner foi um dos livros que eu adorei ler no ano passado. O foco da narrativa se passa durante a Blitz, as constantes batidas aéreas nazistas que aterrorizaram Londres durante a Segunda Guerra, e em como a vida de duas irmãs, sua mãe, uma “tia” e muito mais, foram afetadas por esse evento devastador.

Em “Secrets of a Charmed Life”, Meissner conta a história de duas irmãs: Emmy e Julia. Emmy tem quinze anos e sonha em se designer de vestidos de noiva, e Julia é sua irmã mais nova, que a idolatra. As duas vivem em Londres com a mãe e sabem que possuem pais diferentes, apesar de nenhum dos dois fazerem parte de suas vidas. Quando os ataques nazistas à capital inglesa se intensificam, as duas são evacuadas para o interior da Inglaterra, a contragosto de Emmy. As duas acabam indo morar em um charmoso chalé, chamado Thistle House, com duas irmãs, Charlotte e Rose, e seria uma vida idílica não fossem a guerra e os sonhos de Emmy.

É um livro rico, fala sobre famílias sendo despedaçadas e como pequenas decisões se tornam monumentais em tempos de guerra. É também sobre culpa, ser forçado a crescer antes do tempo, ambição e responsabilidade.  O livro tem também um mistério, um que você só descobre, é claro, no fim. Mas minha parte preferida foi a sensibilidade com que a autora retratou os relacionamentos dos personagens: mesmo a pequena Julia é uma personagem completa e cheia de opiniões. E fiquei muito abalada ao pensar de mães colocando seus filhos em trens e ônibus, sem saber com quem eles ficariam, se estariam melhores lá de fato -deve ter sido uma coragem louca, um desespero misturado com esperança.

Acho que, o que ficou comigo do livro foi que, o mais próximo que podemos chegar de uma vida “encantada” é permitir-se ser feliz. As vezes é difícil abrir mão desse ideal perfeito que existe na nossa imaginação, mas a vida quase sempre interfere, não é? Por isso mesmo me lembrei de uma máxima que ouvi quando estava de intercâmbio: feito é melhor do que perfeito. Você faz o seu melhor e aceita o que vier.

A parte mais mágica do livro pertence à Thistle House, um chalé de conto de fadas, que a autora descreve com tanto afeto que o leitor consegue se sentir lá dentro. Que delícia acordar e passear na horta de Charlotte, pegar ovos no galinheiro e sentir a paz ao redor. Quando li, pensei que a receita desse livro deveria ser uma que lembrasse aconchego, casa de avó, maionese e repetir o prato. Pensei, pensei e no final decidi nessa salada de batata que crianças e adultos amam. E repetem. Duvido você não repetir também.

Salada de Batata para Emmy e Julia (serve 4 pessoas)

Ingredientes:

  •  1 kg de batata-bolinha
  • 1 bulbo de erva-doce
  • 1 colher de sopa de salsinha picada
  • 1 gema de ovo caipira
  • 1/2 colher de sopa de caldo de limão
  • 1 colher de chá de mostarda de Dijon
  • 1/2 xícara de chá de óleo
  • 1 dente de alho amassado
  • sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Modo de Preparo:

  1. Lave as batatas bolinhas e transfira para uma panela. Cubra com água, coloque 1 colher (chá) de sal e leve ao fogo médio. Cozinhe as batatas por aproximadamente 20 minutos (faça o teste com um garfo, elas devem estar cozidas porém firmes).
  2. Retire a base do bulbo de erva-doce, separe as camadas e lave em água corrente. Corte a erva doce em fatias finas (reserve os raminhos).
  3. Passe as batatas por um escorredor e leve à geladeira para que esfriem. Enquanto isso prepare a maionese: numa tigela coloque a gema com a mostarda e o suco de limão e misture com um batedor de arame. Continue mexendo sem parar e acrescente o óleo em fio continuamente, até formar um creme espesso e homogêneo. Quando a maionese estiver firme, verifique o sal e misture o alho amassado.
  4. Corte as batatas ao meio e transfira para uma tigela. Junte a erva-doce fatiada, alguns raminhos da erva-doce, a maionese e a salsinha. Misture delicadamente e verifique os temperos: se necessário, acrescente mais sal e pimenta-do-reino. Reserve na geladeira até a hora de servir.

Quase lá

cisneros

Pessoal,

esse ano de 2016 não foi moleza, não é mesmo? Foi um ano pesado para todo mundo (e nesse caso eu quero realmente dizer todo mundo), mas sempre vem a esperança de que o próximo vai ser melhor. Nessa nota, tá naquele momento de recapitular e planejar, gente!

RECAPITULANDO:

  1.  “O amante japonês” da Isabel Allende LIDO!
  2. “Desaparecidas” da Lauren Oliver LIDO!
  3. “O rouxinol” da Hannah Kristin LIDO!
  4. “Glass Sword” da Victoria Aveyard LIDO!
  5. “Toda luz que não podemos ver” do Anthony Doerr NOT!
  6. “O assassino cego” da Margaret Atwood NOT!
  7. “Para onde vai o amor?” do Fabrício Carpinejar LIDO!
  8. Histórias de cronópios e de famas” do Julio Cortázar LIDO!
  9. “A garota na teia de aranha” do David Lagencrantz LIDO!
  10. “Fates and furies” da Lauren Groff LIDO!
  11. “A brief history of seven killings” do Marlon James NOT!
  12. “You’re never weird on the internet (almost)” da Felicia Day LIDO!

Bom, de acordo com as minhas estimativas (que envolvem cálculos complexos, não peçam para explicar), esse ano eu li 68 livros, mas esses 3 por algum motivo não entraram na lista 😮 “O assassino cego” da Margaret Atwood comecei a ler a milênios atrás e desanimei na metade, porque apesar de bem escrito não prendeu minha atenção. “Toda luz que não podemos ver” parece ótimo mas por algum motivo eu sempre deixava ele pro final da fila e  “A brief history of seven killings” eu baixei no final de semana passado no Kindle e li as primeiras 4 páginas -quem sabe ainda dá tempo, 2016?

Dessa lista, o meu predileto foi com certeza “O rouxinol”, da Hannah Kristin que teve resenha aqui no blog e tudo! Outro livro que eu adorei e que, por coincidência, tem uma temática bem similar, foi “Secrets of a Charmed Life” da Susan Meissner. Ah, e me diverti muito com “A Torre” do Daniel O’Malley, que é uma loucurinha muito bacana.

Então agora vem a minha listinha para o ano que vem (um para cada mês):

  1. “Toda luz que não podemos ver” do Anthony Doerr (esse ano vai!)
  2. “Hibisco Roxo” da Chimamanda Ngozi Adichie
  3. “The house on Mango Street” da Sandra Cisneros
  4. “A vida invisível de Eurídice Gusmão” da Martha Batalha
  5. “Swing Time” da Zadie Smith
  6. “Wicked” do Gregory Maguire
  7. “Todos os contos” da Clarice Lispector
  8. “S.” do J. J. Abrams
  9. “O miniaturista” do Jesse Burton
  10. “Trinta e poucos” do Antônio Prata
  11. “Grande Sertão Veredas” do Guimarães Rosa (não me julguem! Eu disse que vou ler)
  12. “Spare and Found Parts” da Sarah Maria Griffin

E gente, a listinha de receitas fica para o próximo post 😉 Feliz Natal e um 2017 cheio de coisa boa para todos 🙂