Eu vejo flores

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No post de hoje vou falar de um livro que ainda não chegou aqui no Brasil, “The Flower Arrangement” da Ella Griffin. Esse livro é simplesmente uma graça, apesar de ter uma premissa um pouco triste: Lara, após perder um bebê, decide mudar de carreira e abre uma floricultura, a “Blossom & Grow”, apelidos dados a ela e ao irmão pelos pais quando os dois eram crianças.

O marido de Lara não dá muita força para o novo empreendimento, mas logo a loja se torna o salva-vidas de Lara, com as flores ajudando-a no seu processo de cura. Os clientes logo percebem que a dona da floricultura tem um jeito especial e a loja, apesar das dificuldades, é bem sucedida. Na loja trabalham Lara e uma assistente, mas seu irmão Phil também ajuda ocasionalmente (Phil é uma graça, gente!). A estória de Lara não é a única do livro, vemos também as vidas de outros personagens que cruzam o seu caminho em alguns capítulos. Inclusive, uma coisa muito fofa desse livro é que cada capítulo começa com o nome de uma flor e seu significado, que claro, tem tudo a ver com o conteúdo que vem a seguir.

Eu nunca tinha lido um livro da Ella Griffin, mas gostei bastante. Achei a escrita bonita e tocante, mas confesso que quando o livro terminou eu fiquei com a sensação de livro incompleto, como se estivessem esquecido o final. Tava tão perto, mas para mim não terminou bem, ficou faltando.  Eu gostei do livro, mas tem esse porém (tão avisados! Mas se alguém ler me fala se achou isso também ou se é da minha cabeça, please).

Depois de “The Flower Arrangement” , eu fiquei pensando em como as vezes as coisas simples servem para ajudar a curar, a mudar de perspectiva, como no caso de Lara em que o contato com as flores faz com que ela consiga carregar melhor sua perda. Eu fiquei pensando em como, quando eu estava viajando, escutar o CD da Gilberto Gil me levava de volta ao Rio e como o cheiro de pão de queijo me fazia sentir imediatamente melhor. O quê faz você se sentir melhor, te ajuda a reconectar e a recarregar? Para mim não tem nem mistério, como já falei é pãozinho de queijo mesmo! Então segue aí, essa receita bacana que eu achei lá no Moldando Afeto, que eu já falei aqui é um site delicioso.

Pãozinho de Queijo para Reviver (rende 80 pãezinhos! Receita do Gui Poulain)

  • 250 ml de água
  • 350 ml de leite
  • 250 ml de óleo de canola
  • 600 g de queijo minas meia cura
  • 1 colher (sopa) de sal
  • 1 kg de polvilho azedo
  • 6 ovos
  1. Rale o queijo, em ralo grosso, antes de começar. Reserve.
  2. Espalhe o polvilho sobre uma superfície, ou uma grande bacia. Molhe com 250 ml de água em temperatura ambiente. É isso que vai ajudar a hidratar o polvilho e o pão de queijo não ficar seco. Depois de esparramar a água, com as duas mãos vá sovando pra desmanchar todas as pedrinhas que se formam. O objetivo é voltar o polvilho ao original, mas que ele esteja úmido.
  3. Leve o leite ao fogo junto ao óleo. Assim que ferver desligue. Com esse líquido, regue novamente o polvilho, tomando cuidado pra não fazer muita bagunça! Aos poucos, com a mão mesmo, e tomando cuidado pois está quente, comece a misturar e sovar. É nessa hora que começa a tomar consistência de massa.
  4. Assim que estiver uma massa branca bem quebradiça, é hora de adicionar os ovos. Vá fazendo isso um a um, e sovando pra incorporar. É muito melequento mesmo! Por último junte o queijo ralado, e sove um pouco mais. A massa fica bastante grudenta. Varia um pouco com o clima: Se estiver seco e quente, provavelmente ela vai ficar no ponto. Se estiver chuvoso e mais frio ela deve fica mais grudenta e levemente mole mesmo, mas não tem problema. Se achar que está ficando muito mole, coloque um ovo a menos, se estiver muito seca, adicione um pouco de leite.
  5. Lave bem as mãos e passe um pouco de óleo nela pra fazer as bolinhas, e repasse mais óleo assim que observar que estiver ficando grudento. Como rendem muitos pãezinhos, pode ser uma boa congelar. Basta fazer todas as bolinhas, colocar uma ao lado da outra numa assadeira (não precisa dar muito espaço já que não vai ser assado e nem crescer) e levo ao freezer. Umas 2 horas depois retiro todas as bolinhas já duras e congeladas e coloco em saquinhos.
  6. Para assar: Tem gente que prefere assar em fogo baixo. Já o Gui recomenda (e funciona!) colocar o forno a 280º C, bem quente mesmo, previamente aquecido! Deixar por 20 minutos nessa temperatura e depois abaixar para cerca de 220º C por mais 10 minutos. Assim ele cresce bem, não resseca, fica levemente massudo com pedaços de queijo derretidos por dentro, e uma casquinha crocante e toda cheia de pintinhas alaranjadas do queijo que derreteu ali. Uma delícia para aquele lanchinho da tarde (pensamento de gordinho!).

 

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