Gostinho de infância

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“We’re all completely beside ourselves” da Karen Joy Fowler é um livro estranho. Se ele é estranho bom, ou estranho ruim deve depender do leitor, mas no meu caso achei estranho bom. No começo do livro, fiquei um pouco irritada com a narradora, Rosemary. Ela é meio enigmática e, como ela mesma confessa, pouco confiável. Mas depois de um tempo, entrei no clima e comecei a curtir justamente o não saber que antes achava irritante. Assim como Rosemary, você fica tentando descobrir as coisas, tentando entender (mesmo que o entendimento completo não seja possível).

O livro conta a história de Rosemary e sua família, principalmente focando no relacionamento entre Rosemary, seu irmão Lowell e sua irmã adotiva Fern. E o que acontece quando um dia Fern simplesmente “desaparece”. Não quero estragar surpresas para ninguém então, quem não quiser pule a próxima frase. Os pais de Rosemary eram pesquisadores e conduziam pesquisas na casa onde moravam, comparando as duas filhas durante seus crescimentos. Por causa disso, Rosemary cresce com um relacionamento simbiótico com Fern, até que um dia, com o desaparecimento de Fern, um pedaço da sua identidade fica faltando. Quando começa a história, ela está na faculdade, e percebemos que isso ainda é determinante sobre quem ela é (ou quem ela não pode ser).

A falta que Fern faz tem um impacto enorme na sua família. A rotina deles muda completamente, e os relacionamentos entre os membros também sofrem mudanças dramáticas. O interessante do livro é justamente esse estudo, sobre como uma mesma coisa pode afetar cada pessoa de maneira diferente. Isso, e outras questões que eu prefiro não falar para não dar muito na pinta.

Infelizmente, o livro ainda não foi traduzido para o português. “We’re all completely beside ourselves”, que traduzido literalmente quer dizer “Estamos todos completamente loucos”, deve demorar um pouco ainda para chegar nas prateleiras brazucas, então eu li no aplicativo do Kindle para iPad (eu ainda não tinha meu bebê, o Kindle mesmo) que funciona superbem.

No livro, Fern e Rosemary adoram bananas. Bananas são praticamente prêmios para as irmãs. E devo dizer que eu me identifiquei. Eu também adoro banana, mas especialmente, adoro o bolo de banana da Cidoca. Quem frequenta lá em casa sabe que tentação bananística maravilhosa aquilo é. Tinha dias que eu ficava esperando a Cida tirar do forno para roubar uma fatia quentinha. Não tem nada igual! E porque eu sou uma alma generosa, vou compartilhar com vocês essa receita de família.

Bolo de Banana da Cidoca (serve até 8 pessoas, mas se tiver só duas vai acabar também)

Ingredientes:

  • 5 ou 6 bananas d’água (se forem pequenas 6)
  • 1 xícara de açúcar mascavo
  • 4 ovos
  • 2 xícaras de farinha de rosca
  • 1 colher de sopa de fermento
  • 1 colher de chá de canela
  • 1/2 xícara de óleo

Preparo:

  1. Descasque as bananas e amasse com um garfo junto com o açúcar.
  2. Misture os outros ingredientes, por último o fermento.
  3. Pré-aqueça o forno a 180 graus.
  4. Misture as bananas com as farinhas, na mão mesmo.
  5. Coloque para assar por 40 minutos. (Mas quando der 30min dá uma conferida espetando aquele palitinho)
  6. Polvilhe por cima um pouco de açúcar e canela na hora de servir.

Delícia com gosto de infância!

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