2Q15

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Quando eu li o primeiro livro 1Q84 (são 3 volumes) do Haruki Murakami, confesso que fiquei meio obcecada, queria ler logo o outro, e meu marido teve que escutar enquanto eu falava sem parar que o livro era lindo e que ele precisava ler (porque eu queria discutir o livro com alguém, claro).

O livro conta a história de amor de Tengo e Aomame, que se inicia quando os dois tinham dez anos de idade e eram do mesmo colégio. No começo da narrativa, os dois não se vêem há 20 anos e vivem vidas completamente independentes, apesar de guardarem o sentimento um pelo outro. Ao longo da trama, acompanhamos as histórias dos dois convergirem.

Aomame, é uma mulher complicada. Seus pais foram testemunhas de Jeová e isso teve grande impacto nos seus anos de formação. Ela se torna uma pessoa reservada e com dificuldade em formar relacionamentos. No início, Aomame está a caminho de um trabalho, mas o trânsito está ruim. Então seguindo a sugestão do taxista, ela desce por uma escada de incêndio e consegue chegar ao seu destino. Depois, ela começa a notar coisas peculiares e se convence que, ao descer a escada de incêndio, ela entrou em uma realidade alternativa, na qual o diferencial mais explícito era a presença de duas luas. Como era o ano de 1984, Aomame batiza essa nova realidade de 1Q84.

Enquanto isso, Tengo é um talentoso professor de matemática com aspirações literárias. Ele se envolve em uma trama complicada, na qual reescreve o livro “A crisálida de Ar” a pedido de um amigo editor chamado Komatsu, para que a autora, Fuka-Eri, por sua vez o inscreva em um concurso. Acho melhor não contar mais, pode estragar as surpresas do livro.

A razão do meu encanto com 1Q84 é que Murakami tem uma capacidade íncrivel de nos levar para essa realidade alternativa que criamos ao nos dedicarmos à leitura, o nosso próprio 1Q84, ou no nosso caso 2Q15. Ele escreve em imagens poéticas e isso cria um encantamento, uma dinâmica interessante entre leitor e livro. E outra coisa que me cativou muito foram os personagens secundários. Tamaru, o Líder e a velha senhora são criações interessantes, cheias de contradições: violência e ternura se misturam nesses personagens de uma maneira inesperada. Murakami é mesmo um artista com as palavras.

Durante todo o livro acompanhamos o dia-a-dia culinário dos personagens, a dieta tipicamente japonesa de Tengo, os chás da velha senhora e os muitos copos de vinho de Aomame. É daí que veio a inspiração para o prato de hoje, um macarrão oriental, com muitos legumes e vitaminas. Aqui em casa esse prato virou um básico, um salvador nas horas de desespero mesmo, porque é rápido, gostoso e leve.

Já para a ilustração, me inspirei em um mestre do surrealismo cinematográfico, Tim Burton. A estética particular (e fofa/estranha) dele é cheia de personalidade e automaticamente nos leva para outra realidade. Igualzinho o livro.

Macarrão Oriental Fantástico

Ingredientes:

  • 200g de bifum (macarrão de arroz, vende no mercado na seção de produtos japoneses e no hortifruti também)
  • 1 cebola roxa grande ou 2 pequenas
  • Mix para yakisoba (vende pronto no mercado!) ou se não tiver 1 cenoura pequena em rodelas, 1/2 de repolho cortado e fatias finas, 1 brocólis pequeno e 1 couve flor pequena
  • Cheiro verde
  • Amendoim
  • 2 ou 3 Ovos
  • Shoyu
  • 3 colheres de sopa de mel
  • Azeite, sal e pimenta do reino à gosto

Preparo:

  1. Coloque a água do macarrão para ferver.
  2. Enquanto isso, em uma frigideira grande de fundo anti-aderente refogue a cebola roxa no azeite.
  3. Quando a cebola estiver molinha, adicione os outros legumes. Tempere com sal e pimenta do reino.
  4. Adicione o shoyu, até que todos os legumes estejam molhadinhos (não precisa cobrir os legumes).
  5. Mexa bem os legumes e então adicione o mel, mexa novamente e deixe reduzir um pouco.
  6. Coloque o macarrão na água com um fio de azeite. Depois escorra.
  7. Junte o macarrão e os legumes na travessa que você vai servir.
  8. Sirva com um ovo frito com gema mole em cima (fica delicioso!).
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Pitadas amorosas

IMG_4990Aviso logo, esse tem post tem um jabá enorme nele, porque o livro dessa semana se chama Quarentena Amorosa e é da minha prima querida, Angela Brandão. A Angela não é só minha prima, é também uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço. Para vocês terem uma idéia ela é jornalista, compositora, cantora e, agora, escritora. Também é mãe do Santi, que vou te contar, é lindo de morrer, mas não é molezinha (qual menino de 3 anos, é?). E ela faz tudo isso maravilhosamente bem, não sei como (um dia ela ainda vai me contar o segredo dela e dos seus dias de 50 horas).

Enfim, há pouco tempo o Quarentena Amorosa apareceu nas livrarias e eu, claro, fui das primeiras a grudar nele, porque o livro é uma delícia. É um carinho para você mesma, sabe? Um livro de auto-ajuda que não é ladainha. Vou confessar que é meu primeiro livro de auto-ajuda, mas acredito que não ser ladainha deve mesmo ser uma raridade. O livro é um guia de recuperação para quem teve seu coração partido, um passo-a-passo poético para ajudar você a sair da fossa. Mas mesmo eu, que no sentido romântico sou uma feliz bem-aventurada, adorei ler as dicas da Angela, até porque nem sempre é o coração que deixa a gente mal (apesar de ser a maioria dos casos, eu sei). Mas sabe aquelas vezes em que você tá meio pra baixo e não sabe o motivo? Pois então, pode ler lá que a Angela tem dicas preciosas para ajudar. Eu ri e me emocionei com as histórias do livro. Acho que isso é o objetivo de todo e qualquer tipo de literatura, não? Parabéns, prima. Você arrasa. E você que está lendo o post deveria ir correndo providenciar o seu (é jabá, mas só de leve. Não ganho nadinha, só a satisfação de todo mundo saber que a Angela é minha prima. Rsrs). Ah, e para você ver como o livro é sucesso, já saiu até no Saia Justa do GNT!

Por causa dos momentos de introspecção e reflexão que o livro recomenda, fiquei pensando muito em como, de vez em quando, passamos por momentos da vida em que nos sentimos frágeis, como se nossas pernas fossem de gelo (ainda ali, mas derretendo aos poucos) e nossa respiração uma sucessão de suspiros. Quando eu estou me sentindo assim, penso logo que a resposta é uma sobremesa gostosa (mentalidade de gordinho, fazer o quê?). Logo o par perfeito do Quarentena Amorosa para mim é um supiro doce, ou seja, um belo suflê de goiabada. Leve, mas irresistível. Doce, mas marcante. Aquele carinho que estava fazendo falta.

Suflê de Goiabada (rende 4 porções)

Ingredientes:

  • 4 claras
  • 1 pitada de sal
  • 250g de goiabada cremosa (ou goiabada cascão levada ao fogo com água)
  • 200g de requeijão
  • 1/2 xícara de chá de leite integral

Preparo:

  • Suflê:
    1. Se a goiabada estiver muito consistente leve ela ao fogo com ½ xícara de água e mexa até que ela esteja completamente derretida. Espere esfriar.
    2. Bata as claras em neve e acrescente o sal quando as claras começarem a subir.
    3. Incorpore a goiabada às claras em neve, aos poucos, mexendo delicadamente. Eu normalmente coloco a metade, mexo e depois coloco a outra metade.
    4. Unte forminhas de suflê (uns ramekins de louça ficam bonitinhos!) com manteiga e açúcar e distribua a massa do suflê até um pouco mais da metade da forminha.
    5. Leve ao forno pré-aquecido a 200°C por 8 minutos ou até dourar.
  • Calda:
    1. Junte o requeijão e o leite e leve ao banho-maria até ficar uma calda homogênea.
    2. Sirva em temperatura ambiente com o suflê saindo do forno.

Vai fazer você suspirar, mas de felicidade 😉

Costelinha romântica

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Têm uns livros que fazem a gente ficar com o coração apertado, chorar com o protagonista, torcer por ele, mesmo sabendo que nada aquilo aconteceu. Livro bom é assim, quando você percebe já está dentro desse universo paralelo literário, as duas da manhã de uma quarta-feira. Foi assim comigo quando eu li “A garota que você deixou para trás” da Jojo Moyes.

Primeiro, devo confessar que é um livro bem feminino. Diferentemente do Blink, da semana passada, não consigo imaginar nenhum dos meus amigos homens com esse livro na mão. Mas isso não significa que é um romance açúcarado, é um romance sim, mas bem leve na sacarose.

A história do livro se divide em duas partes. A primeira parte tem como protagonista Sophie, que tem um hotel com sua família no interior da França durante a ocupação alemã e vive aguardando notícias do seu marido, que antes de ir para o front era pintor. A segunda parte, que se passa nos dias atuais, é a história de Liv, uma jovem viúva londrina que ainda não superou a perda do marido. As duas personagens tem uma pintura como ponto de encontro. Não quero falar mais para não estragar. (Se alguém quiser fofocar sobre o livro pode deixar um comentário que eu vou adorar!)

No começo do livro, a família de Sophie está escondendo um porquinho dos alemães, o que era terminantemente proibido. Eles pretendem deixar ele crescer, e fazer um pequeno banquete para eles e seus vizinhos. Mas eles são denunciados! Os alemães aparecem lá e…. SUSPENSE. Rá. Agora você vai ter que ler. (risadinhas malignas aqui)

Mas o tal do porquinho me deixou pensando em costelinhas e eu estava no mood romântico do livro, sabe? Então, como meu respectivo AMA costelinhas (tanto que quando a gente vai na casa dos meus pais, a Cidoca pergunta se ele vai, porque se for, ela faz costelinhas pra ele). É uma preferência escancarada mesmo (ele com as costelinhas, a Cidoca com o maridão), ninguém disfarça mais. Resolvi aproveitar a vibe romântica, pedi as instruções para a chefia e ela me deu o bizú das costelinhas da felicidade. Viu, para não dizer que eu não agrado gregos e troianos, se o livro é para as mulheres, a comida é pros homens! Só um aviso, o preparo é moleza, mas fica um tempão no forno.

Costelinha romântica com batata rústica (serve duas pessoas -romance, gente!)

Ingredientes:

  • Costelinha de porco
  • 1 pote de geléia de damasco ou laranja
  • 2 cabeças de alho
  • 3 batatas inglesas grandes ou 6 pequenas
  • Alecrim seco
  • Sal grosso
  • Azeite e pimenta do reino a gosto
  • Papel alumínio

Preparo:

  1. Pré-aqueça o forno a 220 graus.
  2. Encha uma panela grande de água e coloque as batatas. Deixe as batatas na água fervente por 20 minutos.
  3. Enquanto as batatas fervem, coloque a costelinha em uma travessa refratária e tempere com sal, azeite e pimenta da reino. Depois espalhe a geléia bem por cima de toda a costelinha.
  4. Coloque a costelinha no forno e deixe assar em temperatura alta mesmo por 20 minutos.
  5. Escorra as batatas. Corte cada uma ao meio, e depois corte ao meio longitunalmente de novo. Se for da grande, corte cada fatia ao meio mais uma vez.
  6. Quando acabarem os vinte minutos da costelinha, retire ela do forno e tampe-a com papel alumínio. Na mesma travessa, ou em outra, coloque as batatas e regue com azeite. Jogue um pouco de sal grosso (não muito, senão fica salgado demais), pimenta do reino e o alecrim seco por cima. Coloque junto as duas cabeças de alho, inteiras mesmo.
  7. Diminua a temperatura do forno para 160 graus e asse por mais 1 hora.

Faz um jantarzinho íntimo do bom!

Piscou, tá pronto

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Você já leu um livro que a cada capítulo você ficasse pensando “como assim?”,”sério?” ou “que interesante!” e que estimulasse você a pensar as coisas em perspectivas completamente novas? Isso aconteceu comigo quando eu li os livros do Malcom Gladwell. Os livros dele são best sellers, logo eu não devo ser a única que se sente assim. O primeiro livro dele que eu li se chama Blink e a cada vinte minutos eu ficava chocada com as minhas (dele) novas descobertas. O senhor Gladwell tem o poder de escrever livros tão interessantes e cheios de sacadas que fazem com que você se sinta mais inteligente. Não é incrível?

No Blink, ele fala do poder que o nosso cérebro tem de tomar decisões e processar informações com tal rapidez que nós mesmos não entendemos. Um caso após o outro, o livro vai mostrando o quanto nós sabemos instintivamente, e quão pouco nós sabemos sobre nosso próprio processo de tomada de decisões. É muito, muito interessante (se você falar sozinho não é estranho, tá?). E muito maneiro. E rende assunto a beça. Na época que eu estava lendo o Blink, várias vezes eu começava um conversa com “você sabia que…”. Enfim, os livros são tão deliciosos que acabam num instante, dá até vontade de economizar um pouco.

E para você comer no clima Blink, segue aí uma receitinha que também mudou minha vida. Cuscuz marroquino. É uma delícia, é saudável, e fica pronto num instante. Ah, essa receita tem uma história: na primeira vez que eu tentei fazer cuscuz em casa ficou, assim… incomível. Unidos venceremos não chegava nem perto, virou uma massa cimentesca amarela que nem o Hulk separaria. Eu quase chorei quando tive que jogar tudo fora (#fail). Não conseguia entender o quê tinha acontecido, eu tinha seguido direitinho as instruções no pacotinho. NÃO SIGA AS INSTRUÇÕES DO PACOTINHO. É UMA ARMADILHA.

Com esse fracasso retumbante, eu, brasileira, daquelas que não desistem nunca, busquei novas informações em locais de confiança (minha sogra) que me disseram que no site Panelinha tinha uma receita que ensinava e que ficava ótimo. E era tudo verdade. E ainda me apresentou a Rita do Panelinha, que hoje em dia eu sou fã (tenho todos os livros). No site tem várias receitas de cuscuz (essa aqui é a minha preferida de lá), mas com o tempo fomos desenvolvendo uma nossa. Uma que é rápida, certeira e deliciosa. Dá um novo significado para fast food, não?

Cuscuz Veloz (serve de 2 a 4 pessoas)

Ingredientes:

  • 1 xícara de cuscuz marroquino
  • 1 xícara de água
  • 5 colheres de sopa de azeite ( mais ou menos, é muito do seu gosto)
  • 1 cebola roxa média
  • 3 dentes de alho
  • 1 caixa de tomatinhos cereja
  • 100g de amendoim torrado e salgado
  • 1/2 xícara de uvas passas pretas
  • um punhado cheio de salsinha picada
  • raspas de 1 limão
  • sal e pimenta do reino à gosto
  • 150g de frango desfiado (opcional)

Preparo:

  1. Ferva a àgua.
  2. Coloque o cuscuz em uma tigela refratária e então adicione a água quente. Tampe e deixe o cuscuz hidratar por 5 minutos.
  3. Acrescente 3 colheres de sopa de azeite, sal e pimenta do reino e misture bem.
  4. Pique a cebola e o alho (eu sempre corto em fatias finas) e coloque para refogar no azeite (eu prefiro colocar a cebola primeiro) em uma frigideira anti-aderente grande. Quando a cebola estiver mais translúcida, adicione o frango desfiado e tempere com sal e pimenta.
  5. Retire o refogado e adicione ao cuscuz. Misture bem.
  6. Na tigela que você vai servir, adicione o resto dos ingredientes (por último as raspas de limão, que dão um toque chique, bem) e misture bem.

Acabou. Viu só como é rápidinho? Igual piscar o olho. 😉

 

 

Tortinha Salvadora

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Tem um tempão que eu li “A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata“, mas esse é um daqueles livros que a gente sempre lembra com carinho. É um livro leve, apesar de tratar de temas pesados: guerra e, consequentemente, perda.

No livro, acompanhamos a escritora londrina Juliet Ashton e sua interação com os moradores da ilha de Guernsey (primeiro por cartas e depois tête-à-tête). A estória se passa logo depois da segunda guerra mundial, e por conta de uma situação ocorrida durante a ocupação alemã, alguns dos moradores inventam a sociedade que dá nome ao livro (não quero estragar a surpresa). O livro, contado em forma de cartas, é uma graça, e não é grande, então nem dá para culpar a preguiça!

Logo, a receita inspirada no livro tinha que ser uma tortinha salgada. Não é de batata, como a do título, mas é salvadora como a do livro. Explico: a massa dessa tortinha é tão delícia que você pode colocar o recheio mais simples e ainda fazer sucesso. Todo mundo que come acha que você é ótimo pilotando o fogão! E ainda é moleza de executar. Quer mais?

Tortinha Salvadora (serve 6 pessoas)

Ingredientes:

  • Para a massa:
  • 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 3 colh. (sopa) de parmesão ralado
  • 1/2 xíc. de azeite
  • 200ml de leite
  • 1 colher sopa de fermento químico em pó
  • 3 ovos
  • 2 colheres de sopa de alecrim seco
  • sal e pimenta-do-reino a gosto
  • Para o recheio:
  • 150g de shitake
  • 100g de mozzarela de búfala (da pequena é melhor)
  • 1 cebola roxa
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 75ml de molho shoyo
  • 3 colheres de sopa de mel (mais ou menos, eu sempre vou no olhômetro)
  • sal e pimenta-do-reino a gosto

 

Preparo:

  1. Pré-aqueça o forno a 180 graus.
  2. Bata todos os ingredientes da massa em um liqüidificador ou batedeira até ficar bem homogêneo.
  3. Coloque a cebola roxa cortada em rodelas finas para refogar na frigideira com um pouco de azeite. Depois adicione o shitake e espalhe uniformemente pelo fundo da frigideira. Adicione o molho shoyo e mexa bem. Adicione o mel e mexa novamente. Tempere com sal e pimenta do reino. Retire do fogo.
  4. Corte as mozzarelas de búfala (em dois se for da pequena, em quatro se for da grande) e adicione ao shitake, misturando bem.
  5. Unte uma travessa média (de uns 30cm) com manteiga e despeje metade da massa, até que ela cubra o fundo todo.
  6.   Despeje o recheio de shitake por cima e então coloque o resto da massa por cima, até cobrir completamente o recheio.
  7. Asse no forno por 1 hora ou até que a torta esteja bem douradinha e um palito saia completamente limpo se for espetado na massa.

Obs: Essa tortinha pode ser feita com outros recheios, como com abobrinha, tomate cereja e manjericão, mas aqui em casa esse aí de cima é o nosso favorito!